A tendência é de que as divergências no São Paulo só aumentem, já que o clube vai definir em abril de 2014 seu novo presidente

A situação política do São Paulo está cada vez mais conturbada. Neste domingo, durante participação no programa Mesa Redonda, da TV Gazeta, o opositor Marco Aurélio Cunha teve uma ríspida discussão com o vice-presidente de marketing do clube, Júlio Casares.

Churrasco no Morumbi termina em briga entre grupos pró e contra Juvenal

Uma semana depois de o dirigente ter comparecido ao programa para dar sua versão sobre a confusão em um churrasco entre associados, o ex-superintendente de futebol foi o convidado da atração e apresentou outro relato da briga, divergindo do adversário político sobre a forma como integrantes de uma torcida organizada tiveram acesso ao evento no Morumbi.

Marco Aurélio Cunha, ex-dirigente do SP
Divulgação
Marco Aurélio Cunha, ex-dirigente do SP

Apesar de Casares ter dito que um membro da uniformizada entrou por ser associado, acompanhado por dois visitantes, Marco Aurélio Cunha diz ter ouvido uma história diferente e pediu para o vice-presidente explicar o assunto diretamente aos sócios.

"O Júlio podia contar no clube, porque entre os sócios a versão não é essa. Ao contrário. Falam de pessoas que entraram por portão lateral, e há testemunhas. E quem é o mandatário deveria ter se controlado. Gosto do Juvenal, mas este mandato está difícil. E lamento pelo que o Júlio disse, porque não é verdade", afirmou.

No churrasco, integrantes da situação e da oposição brigaram, inclusive em meio a críticas mais exaltadas de Juvenal Juvêncio. Durante o programa deste domingo, Marco Aurélio se defendeu de uma alfinetada de Casares por aparecer cantando o hino do Santos. O ex-superintendente alega que estava no casamento de um parente e apenas participou de uma brincadeira.

Além disso, Cunha também considerou como "patética" a declaração de Júlio Casares de que o processo eleitoral está sendo antecipado. Depois das manifestações do vereador paulistano, o vice-presidente de marketing pediu o direito de resposta por telefone, fazendo contestações exaltadas às versões do opositor. "Não sou mentiroso e o senhor não vai colocar essa pecha em cima de mim", declarou o dirigente, em tom contundente, quase sem deixar Marco Aurélio responder.

"Nunca falei que o processo eleitoral não deva ser discutido, mas isso deve ser debatido no Conselho Deliberativo. O senhor nunca fez isso e tem muitas faltas", acrescentou Casares, convocando o opositor para uma conversa pessoal, nos bastidores do São Paulo.

A tendência é de que as divergências no São Paulo só aumentem, já que o clube vai definir em abril de 2014 seu novo presidente, com o fim do mandato de Juvenal Juvêncio. Marco Aurélio Cunha é o principal nome da oposição, enquanto a situação tem como favorito o vice-presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.

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