Governador do Rio de Janeiro voltou atrás na demolição do Julio Delamare e estuda forma de salvar o Célio de Barros

Sergio Cabral, governador do Rio
O Dia
Sergio Cabral, governador do Rio

A opinião pública criticou, ao longo dos últimos meses, o modo como o Estádio do Maracanã foi privatizado após a reforma para a Copa do Mundo. Uma dos principais alvos de crítica era o governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que convocou a imprensa nesta segunda-feira para admitir alguns erros no processo de licitação e explicar alguns pontos sobre a concessão da praça esportiva.

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A demolição do Estádio de Atletismo Célio de Barros e do Parque Aquático Julio Delamare foi apontada como um dos principais erros nesta reforma do Maracanã, e Sérgio Cabral falou sobre o assunto. "Errei em não ouvir. O governante deve ouvir a opinião pública, deve ter a humildade para reconhecer. Isso é uma autocrítica. Não tenho vergonha de reconhecer", admitiu o governador do Rio de Janeiro.

Além de falar sobre o erro, Sérgio Cabral também afirmou que o governo do Rio de Janeiro está estudando um modo de não demolir o Estádio de Atletismo Célio de Barros, mas explicou que a manutenção do local ainda depende de uma posição da Federação de Atletismo do Estado. "A pista do Célio de Barros não atende as exigências olímpicas. O presidente da Federação (Carlos Alberto Lancetta) vê com bons olhos a transferência do estádio para outra área. Antes de qualquer mudança drástica, vamos ouvi-lo".

As manifestações com relação à privatização do Maracanã parecem ter surtido efeito, mas o governador alegou que não deve ter grandes mudanças no projeto. Sobre o Parque Aquático, a ideia deve ser mesmo a demolição. "Em relação ao Julio Delamare, isso está dentro do pacote de construções da concessionária do Maracanã. Seriam cerca de R$ 30 milhões para a demolição. Vamos verificar se o consórcio paga isso direto ao governo ou se fará outro investimento".

O fato de admitir mudanças, no entanto, não significa que o Maracanã deixará de ser privatizado. "Não há hipótese. Não vamos desrespeitar contratos, mas adaptá-los às exigências do Estado. Dos 12 estádios da Copa, nove serão concessionados. Seria um populismo da nossa parte, fazer uma obra para ter aquele nível de equipamento esportivo, e ficar a Suderj administrando", concluiu.

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