'Saída de Ney Franco foi presente de aniversário', diz Fabrício

Por Gazeta |

compartilhe

Tamanho do texto

Volante era reserva com o ex-treinador, mas recuperou espaço no São Paulo com Autuori

Rubens Chiri/saopaulofc.net
Fabricio em ação contra o Corinthians

De volta ao time titular do São Paulo, Fabrício ainda guarda mágoas de Ney Franco, que, antes de ser demitido, o deixou quase dois meses afastado. Nesta segunda-feira, ele disse que o desligamento do treinador, em 5 de julho (curiosamente data de nascimento do volante), foi um presente no aniversário de 31 anos.

Comente esta notícia com outros torcedores

"Recebi um presente. Infelizmente, não foi bom para o treinador, mas para mim foi muito bom ele ter saído. Renovou minhas esperanças. Fui reintegrado assim que o Paulo (Autuori) chegou, e minha motivação foi lá em cima", cutucou o jogador, antes de seguir para a excursão.

Fabrício foi ainda mais direto. "Assim como ele não gosta de mim, também não gosto dele. Não existe essa de treinador não ter diálogo com atleta. Gosto de dar liberdade, mas também gosto de ter liberdade de me expressar. Comigo não adianta dizer 'vai lá e faz isso'. Tem que ter porquê. Não é só baixar a cabeça para tudo. Tem que ter argumentos, discutir, ver o que é melhor", continuou.

Leia mais: São Paulo deixa Brasil com dois meses de jejum e virtual lanterna no Brasileiro

O motivo de seu afastamento, avalizado pela diretoria, nunca foi confirmado. Mas o jogador acredita que tenha sido por conta justamente de seu estilo contestador. No início de abril, ao ser substituído durante partida contra o Botafogo-SP, ele deixou o campo balançando a cabeça negativamente, em sinal de descontentamento.

"Realmente falei que estava precisando jogar mais. Ele não deve ter gostado. Naquele mesmo jogo, no vestiário, conversei com ele para saber se aquilo teria problema. Ele falou que não, mas teve", lembrou, rindo.

Leia mais: Excursão pelo exterior prepara São Paulo para série decisiva no Brasileirão

Com Autuori, o momento de Fabrício tem sido diferente. Reintegrado no mesmo dia em que o treinador foi contratado, o volante retornou inicialmente no banco de reservas, mas, aos poucos, começa a ganhar espaço entre os titulares. No clássico de domingo, contra o Corinthians, fez parte da escalação inicial.

"Fiquei muito triste por tudo aquilo que aconteceu, que nunca tinha acontecido na minha carreira. Mas isso me ajudou a ficar ainda mais forte. Nunca parei de treinar forte, e isso me ajudou no jogo de ontem (domingo). Eu estava com muita saudade. É claro que a gente sente um pouco o ritmo de jogo, mas já estou perto de ficar 100% fisicamente", falou.

Leia tudo sobre: fabrícioney francosão paulo

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas