Meia do Palmeiras deve chegar ao quarto jogo consecutivo contra o Guaratinguetá, mas será preservado em seguida para evitar novas lesões

Valdivia, meia do Palmeiras
Giuliano Gomes/Gazeta Press
Valdivia, meia do Palmeiras

O jogo do Palmeiras contra o Guaratinguetá neste sábado será o quarto seguido de Valdiva. Possivelmente, o último antes de uma pausa para evitar novas lesões. Gilson Kleina admite, ao menos, não deixar o meia em campo durante os 90 minutos não só no Vale do Paraíba, mas também na terça-feira, diante do Icasa, no Pacaembu. A ideia é que ele mantenha um nível que, na opinião do técnico, já o garante na seleção chilena.

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"Tudo que acontece é mérito do Valdivia. Nunca conversei com ele sobre isso, mas, se mantiver esse nível espetacular, não só será convocado como vai disputar Copa do Mundo", comentou o treinador - o país do Mago está em terceiro lugar nas Eliminatórias sul-americana, que dá quatro vagas diretas no Mundial e mais uma para a repescagem.

Para que o desempenho continue alto, o meia, decisivo nas goleadas sobre Oeste e ABC e autor do gol da vitória sobre o Figueirense, pode nem jogar na terça-feira. "Estipulamos uma programação para o Valdivia, mas não podemos cravar. Vamos respeitar o seu pós-jogo", disse Kleina.

"Temos que ser mais inteligentes para executarmos um planejamento bem consciente com o Valdivia. Para isso, é necessária a maturidade de todos e esperar o pós-jogo contra o Guaratinguetá para ver se o usamos na terça ou na sexta-feira", estimou o treinador, citando a partida de sexta-feira, contra o Bragantino, também no Pacaembu.

Em 14 de março, quando o camisa 10 sofreu sua última lesão, a comissão técnica confessou que errou ao colocá-lo em campo tantas vezes seguidas e armou um planejamento, com aval da diretoria, para que o jogador mais caro do elenco raramente atue duas vezes na mesma semana.

Pensando assim, Kleina quer tê-lo de forma decisiva nos jogos mais importantes. "O Valdivia está se preparando cada vez mais, tanto que atuou no jogo todo contra o Figueirense. Ele ficou porque o jogo estava difícil, atuávamos com um a mais e não poderíamos perder criatividade e talento. E a equipe foi premiada com seu gol", lembrou.

Possíveis substitutos, como Mendieta e Felipe Menezes, já estão avisados. "É importante entender que, com jogos de sábado e terça e a Copa do Brasil, todos terão que estar preparados. Se alguém sentir o desgaste e isso representar uma queda técnica, é a hora de trocar e esse alguém sentar no banco, esperar e se recuperar. E isso não significará a perda da titularidade, que não será representada só por 11."

Um jogo de desfalque já é dado como certo. No dia 14, o Chile fará amistoso contra o Iraque e Valdivia deve ser chamado, pois o técnico Jorge Sampaoli esteve no Pacaembu até para vê-lo pessoalmente. Com a confirmação de seu chamado, o camisa 10 pode não enfrentar o Paraná, no dia 10, e o Paysandu, no dia 17, ambas partidas no Pacaembu, e com certeza será ausência contra o Joinville, em Santa Catarina, no dia 13.

"Pelo momento que o Valdivia está passando, não tem como sua seleção não lembrá-lo. Seria um prêmio porque ele está resgatando o seu grande futebol e um momento de alegria dele. O Palmeiras tem mais é que apoiá-lo", falou Kleina, ciente de que, na última vez em que Valdivia foi convocado, para amistoso contra o Brasil, em abril, o Verdão vetou sua participação e ele voltou a reclamar de dores na época.

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