Chamado de bandido, Vinicius celebra evolução e pede Alan Kardec no time

Por Gazeta |

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Com a ascensão do Palmeiras e a sua particular, o atacante camisa 19, enfim, pode se animar em meio a quatro vitórias consecutivas

Vinicius precisou de 85 jogos para fazer seis gols como profissional no Palmeiras, mas marcou dois só nas duas últimas partidas. Números que comprovam a evolução do atacante, apesar de a última vez em que ele colocou a bola nas redes adversárias ter despertado uma pequena e bem-humorada polêmica interna.

Para empatar o duelo com o Figueirense, que terminou com vitória por 3 a 2 do Verdão que deixou a equipe na liderança da Série B do Brasileiro, Vinicius aproveitou rebote de escanteio da meia-lua. No caminho entre o arremate do camisa 19 e a meta do time anfitrião, Vilson colocou o pé para desviar e chegou a cobrar do atacante a autoria do tento, mas abriu mão pela posição do colega.

Gazeta Press
Vinícius marcou o primeiro gol do Palmeiras contra o Figueirense

"Está lá que foi meu. Se ele botou para dentro e o juiz deu para mim, é meu. Ele tentou roubar meu gol. E me chamaram até de bandido, brincadeira...", sorriu Vinicius, amparando-se na súmula do árbitro, que o apontou como autor do gol. E ampliou as estatísticas que passam a ficar a seu favor.

Valdivia 'vence' Eguren em treino com rodízio entre Charles e Kardec

A média de gols por jogo ainda muito baixa para um atacante (0,07), mas sua movimentação tem sido elogiada, tanto que já deu seis assistências no ano. "Ouço o pessoal falando bastante isso e também noto. A cada dia que passa, evoluo alguma coisa. Os gols estão saindo, os passes também. Eu me sinto privilegiado.

"Na rodada anterior ao gol que ‘roubou’ de Vilson, Vinicius mostrou personalidade para contrariar a torcida, que pedia para Valdivia bater pênalti, e converteu a cobrança na goleada por 4 a 1 sobre o ABC no Pacaembu. Apontou a coragem como resultado de três anos entre os profissionais.

Assim, o atacante não vê só prejuízo por ter subido ao elenco principal com 16 anos. "Tudo tem seu lado bom e seu lado ruim. O ruim foi que não tive formação de juvenil. O bom é essa experiência, essa vivência com grandes profissionais, esse amadurecimento que estou tendo", comentou, agradecendo sempre a Valdivia.

"É um cara que coloca tranquilidade no campo e dá uma qualidade extraordinária para o time. Ajuda muita gente, tanto eu, que sou jovem, quanto os mais velhos. É nítida a vontade que ele está de jogar", falou Vinicius sobre o amigo.

Com a ascensão do time e a sua particular, o camisa 19, enfim, pode se animar em meio a quatro vitórias consecutivas. "Não tem jogo fácil, nós que tornamos os jogos fáceis. Com essa qualidade, a volta do Valdivia, a chegada do Alan... Está melhorando", apontou.

Por falar em Alan Kardec...
Alan Kardec ainda não tem condições físicas de ser titular, mas já desperta ansiedade mesmo dentro do elenco. Mesmo ciente de que pode ser um candidato a voltar para o banco de reservas para a entrada do jogador emprestado pelo Benfica, Vinicius ressalta que o camisa 14 vai melhorar o Palmeiras quando entrar em campo.

Mauro Horita/Agif/Gazeta Press
Alan Kardec chegou ao Palmeiras

"Sempre vai ser melhor um homem ficar parado ali na frente, principalmente para mim, que tenho característica de vir com a bola de trás. Vou ter uma referência nas jogadas de linha de fundo", comentou o atacante, sincero ao relatar as dificuldades de se revezar com Leandro na chegada à área.

Mesmo no treinamento desta quinta-feira, Vinicius sofreu, recebendo pela esquerda e tocando com rapidez e velocidade para a área sem olhar, e percebendo logo ao levantar a cabeça que não havia um centroavante. "Às vezes não dava tempo de o Leandro chegar. Teve um lance assim contra o Figueirense, ele tocou em mim e não conseguiu chegar. Melhorou bastante."

Contra o Figueirense, Alan Kardec mudou a configuração do time ao entrar no intervalo, iniciando um domínio sobre o time da casa e sendo decisivo a ponto de cabecear na trave a bola que Valdivia colocou nas redes para garantir a vitória por 3 a 2 e a liderança na Série B do Brasileiro.

A intenção de Gilson Kleina é retomar com Alan Kardec o 4-3-3 que usou no início da Série B e que não se manteve por fragilidades física e técnica de Kleber. O que aumenta a confiança de Vinicius em não perder seu lugar na equipe, embora o discurso seja de que ninguém tem lugar garantido.

"Minha vida foi sempre assim, um desafio atrás do outro. Para mim, é tranquilo. Espero que o Alan deslanche de fazer gol, como eu e o Leandro também. Que todos tenham sucesso", falou.

O jogador de 19 anos e está animado pelo gol que marcou no sábado, o seu sexto em 85 partidas pelo clube. "Falar aqui fora não vai adiantar nada, futebol é lá dentro. Falam que um vai entrar, mas ninguém sabe. Falaram isso no jogo de sábado e fiz um gol", lembrou.

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