Liderados por Ronaldinho, rejeitados retribuem com título a acolhida atleticana

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Leonardo Silva, Richarlyson, Júnior César, Pierre, Jô e Alecsandro não eram bons o bastante para seus ex-clubes. Agora são campeões da América e têm uma massa apaixonada que os apoia

Todo grande time tem seus rejeitados. Entre os 11 titulares, um ou outro carrega no currículo ao menos uma mancha indelével. Uma passagem apagada por outro grande clube, a amarga rejeição dos próprios torcedores que deveriam gritar seu nome, temporadas fracassadas no exterior... O Atlético-MG campeão da Libertadores não é diferente.

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Leonardo Silva é o zagueiro que o Palmeiras nunca quis. O vínculo com o clube paulista foi de 2005 a 2009, mas ele pouco atuou no Palestra Itália. Empréstimos à Portuguesa, ao Juventude, ao Al-Wahda e ao Vitória mostram como era desvalorizado. Chegou ao Atlético-MG após boa passagem pelo rival Cruzeiro e se firmou. Na quarta-feira, fez possivelmente o gol mais importante da campanha atleticana, decretando o placar de 2 a 0 sobre o Olimpia que forçou a prorrogação.

Leonardo Silva marcou o segundo gol do Atlético diante do Olimpia na final. Foto: Pedro Vilela/ReutersRicharlyson não jogou a final por suspensão, mas festejou sobre o travessão. Foto: Bruno Magalhaes/APJúnior César herdou a vaga de Richarlyson e foi titular na decisão. Foto: Futura PressPierre esteve em campo na final e levou a merecida medalha de campeão. Foto: Futura PressRonaldinho foi apagado nas finais, mas brilhou ao longo de toda a campanha. Foto: Nelson Antoine/APJô foi o artilheiro da Libertadores 2013 com 7 gols marcados. Foto: Futura PressAlecsandro fez gols nas decisões por pênaltis da semifinal e da final. Foto: Léo Pinheiro/Futura Press

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Na lateral-esquerda atleticana, o titular Richarlyson ainda guarda na memória o silêncio de parte da torcida do São Paulo sempre que pisava no gramado. Ignorado por aqueles que deveriam gritar seu nome, deixou o clube em 2010 e foi acolhido pelo Atlético-MG. Polivalente, raçudo, incansável, aos poucos ganhou a posição que antes era de Júnior César, escalado na final graças à suspensão do titular. O substituto, aliás, também guarda más lembranças do tempo de Morumbi, de onde saiu em 2011 sem deixar saudade.

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Pierre é um caso à parte. Amado pelos torcedores do Palmeiras, o valente volante escapou da humilhação do rebaixamento no Brasileirão 2012 porque foi reprovado no vestibular do técnico Felipão. Recebeu abrigo no campeão da Libertadores.

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Mas ninguém melhor do que Ronaldinho para representar o grupo. O melhor jogador do mundo em 2004 e 2005 foi a aposta mais arriscada do presidente Alexandre Kalil. Final à parte, teve boas atuações ao longo da Libertadores, conquistou a confiança dos atleticanos dentro e fora de campo e deixou no passado a conturbada e nada brilhante passagem pelo Flamengo.

Campeão da Copa das Confederações com 2 gols marcados na campanha do Brasil. Campeão e artilheiro, com 7 gols, da Libertadores. Esse é Jô, o atacante tido como problemático que deixou o Internacional para brilhar no Atlético-MG e conquistar vaga cativa na seleção brasileira.

Rejeição parece até coisa de família. Que o diga Alecsandro, irmão de Richarlyson e homem de confiança de Cuca no Atlético-MG. O atacante que desperdiçou a chance de dar o título ao Atlético-MG no tempo normal se redimiu nos pênaltis. Como havia feito diante do Newell’s Old Boys, teve frieza e categoria para ajudar o time no momento mais tenso de qualquer decisão. Deve deixar com raiva cruzeirenses, colorados e vascaínos, para os quais nunca foi unanimidade.

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