Após passagem apagada pelo Internacional, atacante dá a volta por cima e se destaca na principal conquista da história do clube mineiro

Jô comemora seu gol no Mineirão
Nelson Antoine/AP
Jô comemora seu gol no Mineirão

À sombra de Ronaldinho Gaúcho, Jô chegou ao Atlético-MG durante o ano de 2012 após passagem apagada pelo Internacional. Acusado de exagerar em festas e baladas, chegou ao clube mineiro disposto a andar nos trilhos e teve o esforço recompensado em 2013. Vencedor da Copa das Confederações com a seleção brasileira há menos de um mês, é agora campeão e artilheiro da Libertadores .

"Realmente é inexplicável. Só quem passou por tudo o que a gente passou desde o ano passado, eu principalmente, que fui muito criticado, julgado. Então é uma demonstração de volta por cima", festejou Jô.

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"Antes diziam: ‘O Jô está acabado, o Ronaldinho Gaúcho está acabado. O time dos renegados. Não estou dizendo que os atletas não cometem erros fora de campo, mas conseguimos dar a volta por cima", ressaltou Ronaldinho, parceiro de Jô no elenco atleticano, que viveu situação semelhante ao deixar o Flamengo no primeiro semestre de 2012.

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Jô foi o responsável por abrir o placar na final do Mineirão. Oportunista, aproveitou falha da defesa e girou sobre a marcação para vencer o goleiro Martín Silva. O gol abriu caminho para a vitória por 2 a 0 no tempo normal e garantiu o atacante como maior artilheiro do torneio continental com sete gols.

"A artilharia de uma Libertadores é algo muito grande para um atacante. Dedico e agradeço esse título e o prêmio da artilharia a todo mundo. É um prêmio de coroação por tudo que passei. O atacante tem que acreditar. Acreditei que ele ia falhar e ajudei o Atlético-MG a marcar esse gol inesquecível", destacou Jô, que anotou três gols na primeira fase, três contra o São Paulo nas oitavas de final e o derradeiro na grande decisão.

Embora não meça palavras para dizer que mereceu a conquista da Libertadores, o centroavante sabe que não atingiu o ápice sozinho e dedicou a taça inédita, a mais importante desde o Campeonato Brasileiro de 1971, à massa atleticana: "Ninguém merece mais do que essa torcida que acreditou até o final. Agora é comemorar. A gente conseguiu entrar na história".

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*Com Gazeta

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