Homens da defesa gostam de partir para ataque, como é o caso de Lúcio. Com isso, time acaba exposto e leva gols

Leandro Damião comemora gol do Internacional contra o São Paulo na quarta-feira pelo Brasileirão
MIGUEL SCHINCARIOL / Gazeta Press
Leandro Damião comemora gol do Internacional contra o São Paulo na quarta-feira pelo Brasileirão

O técnico Paulo Autuori assume sua preocupação com o sistema defensivo do São Paulo . Depois de mais uma derrota neste Campeonato Brasileiro, desta vez por 1 a 0 para o Internacional , o treinador demonstrou que a prioridade é reduzir os gols sofridos e, para isso, precisa convencer os zagueiros a não avançarem ao ataque.

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"Diminuiu muito a frequência com que isso (avanços) acontece, mas ainda continua acontecendo. Há muita volúpia e vontade de fazer as coisas, mas assim nós perdemos posição, sendo que o melhor é manter cada um na sua. O que faço é pedir para que não aconteça, mas minha angústia é não poder ir para o campo para treinar isso", afirmou.

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Na verdade, apesar de Rafael Toloi também se aventurar eventualmente, quem mais avança ao ataque é o experiente Lúcio, que tem essa característica desde a época em que atuava pela seleção brasileira. No entanto, o sistema defensivo fica desguarnecido toda vez em que o pentacampeão tenta ajudar na frente com a bola rolando (o time fica preparado em faltas e escanteios no ataque).

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Ansioso para contornar o problema, Paulo Autuori tem como obstáculo a sequência de partidas, que impede treinos táticos mais aprofundados. Mesmo assim, o treinador tem esperança de exibir um time mais sólido já no clássico de domingo, contra o Corinthians, no Pacaembu.

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"Precisamos parar de tomar gol e vamos trabalhar para isso. Hoje (quarta), fiz a opção do Paulo Miranda (como volante) para acertar neste sentido e nossa equipe começou bem, com marcação bem definida. Mas sofreu um gol complemente inesperado", acrescentou.

A última vez em que o São Paulo deixou o gramado sem sofrer gols foi no dia 2 de junho, no empate por 0 a 0 com o Atlético-MG. De lá para cá, o Tricolor foi vazado em dez partidas.

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