Na última vez que venceu a competição, em 2002, time paraguaio teve como adversário na decisão o São Caetano e faturou título com virada no segundo jogo

Marcos Senna em ação pelo São Caetano contra o Olimpia na final da Libertadores de 2002
Gazeta Press
Marcos Senna em ação pelo São Caetano contra o Olimpia na final da Libertadores de 2002

Em sua primeira final de Libertadores da história, o Atlético-MG tem pela frente um adversário que busca se sagrar campeão continental pela quarta vez. Trata-se do Olimpia, do Paraguai, vencedor das edições de 1979, 1990 e 2002. Coincidentemente, o último título também foi conquistado sobre um clube brasileiro que estreava em decisões da competição: o São Caetano .

O Atlético-MG conseguirá reverter a desvantagem e ganhar a Libertadores?

"Passou muito tempo até a gente digerir essa derrota, foi um golpe muito duro perder o título do jeito que nós perdemos", disse ao iG  Marcos Senna, volante de 37 anos que se naturalizou espanhol e que era um dos titulares do São Caetano em 2002.

A derrota ficou com gosto ainda mais amargo para o São Caetano pela forma como o time deixou o título escapar. A exemplo do que acontece na edição deste ano, a primeira partida da final de 2002 aconteceu em Assunção, capital paraguaia. A diferença é que o São Caetano saiu do estádio Defensores del Chaco com a vitória por 1 a 0. O gol foi marcado pelo atacante Aílton no segundo tempo.

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No duelo da volta, no Pacaembu, o São Caetano foi para o intervalo vencendo por 1 a 0, graças a outro gol de Aílton. Mas o Olimpia virou o jogo no segundo tempo e levou a definição para os pênaltis. Nas cobranças, os paraguaios acabaram levando a melhor por 4 a 2. Marlon e Serginho erraram os chutes pela equipe brasileira.

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Segundo Marcos Senna, que hoje atua nos EUA pelo New York Cosmos, o fato de o adversário ter mais tradição na competição não pesou. "O que faltou foi um pouco mais de sorte e concentração. Acabamos relaxando um pouco pela vantagem que conquistamos e por jogar em casa. Foi aí que eles aproveitaram", analisou o volante. "No futebol, um pequeno deslize pode te fazer perder o jogo. Nós tivemos um apagão em uma hora que não podia", completou.

São Caetano de 2002 x Atlético-MG de 2013
Marcos Senna admite não ter assistido com atenção aos jogos do Atlético-MG nesta temporada. Por conhecer os jogadores, acredita que o time mineiro pode reverter a derrota de 2 a 0 no jogo da ida e ficar com o título. "Vai jogar em casa, ao lado da torcida. Acho importante fazer um gol no início. Se isso acontece, será difícil o Olimpia segurar", afirmou.

Mas ao comparar o São Caetano de 2002 e o Atlético-MG deste ano, o volante disse não ter como apontar qual dos dois é mais forte. "São times diferentes. Nós éramos um time bem treinado, mentalmente muito forte. Em termos de nomes, não tem comparação. O Atlético-MG conta com um cara como Ronaldinho Gaúcho no elenco. O São Caetano tinha jogadores desconhecidos. Mas também era um time muito forte e que enfrentava qualquer um que aparecesse pela frente", disse.

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