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Clube faz jogo mais importante de seus 105 anos; de 12 edições em que uma equipe abriu dois gols de diferença, caso dos paraguaios, em dez a vantagem foi mantida

Torcida do Atlético-MG não perde a fé no primeiro título da Libertadores
Jorge Adorno/Reuters
Torcida do Atlético-MG não perde a fé no primeiro título da Libertadores

É para entrar na história. O Atlético-MG faz na noite desta quarta-feira o jogo mais importante de seus 105 anos. Contra o paraguaio Olimpia, em um Mineirão que estará lotado por 60 mil torcedores, o clube tenta seu primeiro título de Copa Libertadores.

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A missão não é fácil e, ao longo da semana, a torcida fez questão de manifestar que acredita. Derrotada por 2 a 0 na partida de ida, a equipe brasileira precisa de um triunfo por três gols de diferença para levantar a taça. Caso devolva o saldo do primeiro duelo, a disputa segue para a prorrogação. De 12 edições em que uma equipe abriu tal vantagem, conquistou a taça em dez. E nas duas vezes em que houve virada foi nos pênaltis.

O confronto ganha ainda mais importância se analisados seus protagonistas. O treinador Cuca tenta deixar para trás o estigma de azarado e, enfim, se consagrar com uma conquista de peso. Se isso não acontecer, será eternizado como “pé frio”. Ronaldinho Gaúcho, melhor jogador do mundo em 2007 e campeão de tudo que disputou, só não tem este troféu em sua galeria. E Bernard, o xodó atleticano, pode estar se despedindo rumo ao Arsenal, da Inglaterra.

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“É um grande momento para a carreira de um jogador”, disse Ronaldinho. “Vou entrar como se fosse o ultimo jogo da minha vida”, falou Bernard. Dá para ter ideia da ansiedade atleticana.

Ingredientes como o veto ao estádio Independência por conta de sua capacidade inferior a 40 mil pessoas – sendo que o Defensores del Chaco, onde foi o jogo de ida, também não tem – e a grande queima de fogos praticada por torcedores alvinegros em frente aos hotéis em que a delegação do Olimpia na duas últimas noites colocam mais pimenta na final.

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Dentro de campo, Cuca faz mistério no Atlético-MG. Sem os laterais Richarlyson e Marcos Rocha, suspensos, o técnico fechou dois treinos ao longo da semana e não revelou os substitutos. Na esquerda, Junior Cesar é a opção. Na direita, a tendência é que Michel assuma a titularidade.

Pelo lado do tricampeão Olimpia não há mistério e, fora das quatro linhas, problemas burocráticos foram resolvidos graças à ocasião especial. A diretoria pagou os nove meses de salários atrasados com o objetivo de motivar ainda mais seus atletas.

Será o primeiro título atleticano ou o quarto do único paraguaio a vencer a Libertadores. A bola rola a partir 21h50 (horário de Brasília).

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FICHA TÉCNICA - ATLÉTICO-MG x OLIMPIA

Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 24 de julho de 2013, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Arbitro: Wimar Roldan (COL)
Assistentes: Humberto Clavijo e Eduardo Ruiz (ambos da Colômbia)

ATLÉTICO-MG: Victor; Michel, Réver, Leonardo Silva e Júnior César; Pierre, Josué, Tardelli e Ronaldinho; Bernard e Jô.  Técnico: Cuca

OLIMPIA: Martín Silva; Manzur, Miranda e Candia; Alejandro Silva, Giménez, Aranda, Pittoni e Benítez; Salgueiro e Bareiro.  Técnico: Ever Hugo Almeida

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