Técnico comentou reconhecimento ainda antes da conquista do Mundial de clubes e disse que seu nome acabou ligado a especulações no time nacional

Tite comemora título do Corinthians na Recopa no vestiário do Pacaembu
Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians
Tite comemora título do Corinthians na Recopa no vestiário do Pacaembu

O técnico Tite concedeu uma entrevista exclusiva para a TV Gazeta após a conquista da Recopa Sul-americana com o Corinthians . À vontade para falar sobre as consequências profissionais de mais um título, o gaúcho lembrou que o seu sucesso já o fez ser cogitado para trabalhar na seleção brasileira.

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"É natural ser reconhecido por imprensa, torcedores e sociedade. Aconteceu isso antes do Mundial. Eu não podia nem olhar para o lado, que já estavam me filmando. A possibilidade de seleção foi veiculada muito fortemente, de forma pública. Mas as únicas duas pessoas que podem confirmar se houve um convite para mim são os presidentes da CBF e do Corinthians", declarou Tite, com um sorriso misterioso.

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Na época em que Tite era especulado para suceder o demitido Mano Menezes (o cargo ficou com Luiz Felipe Scolari), o mandatário corintiano Mário Gobbi havia adiantado que não pretendia liberar o treinador para a seleção. Ainda mais às vésperas de um Mundial de Clubes.

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Já José Maria Marin, presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), recusou o convite para chefiar a delegação do Corinthians no torneio no Japão.

Gobbi continua disposto a manter Tite no clube do Parque São Jorge. Durante a entrevista, o presidente gravou uma pergunta para o seu treinador. "Você vai ficar comigo até o final do meu mandato, em dezembro de 2014?", questionou, com a medalha de campeão da Recopa reluzente no peito.

Com contrato válido até o final deste ano, Tite deu a entender que não dificultaria uma futura negociação com o Corinthians. "Um clube escolhe o seu técnico. A escolha é sua", respondeu, referindo-se a Gobbi.

O comandante do Corinthians sabe, contudo, que está pressionado a repetir grandes conquistas graças ao recente passado de sucesso. "São desafios, uma busca constante de crescimento. Já me fizeram a mesma pergunta depois de outras conquistas, como no Brasileiro, na Libertadores e no Mundial. Mas tenho uma característica muito forte de personalidade de ser inquieto, de procurar sempre evoluir", avisou.

Apesar da ambição por novos troféus, Tite fez uma ressalva para demonstrar modéstia: "Esse grupo todo foi responsável pelas conquistas, não só eu. Isso não é ser falso humilde. Tenho a noção exata de que existe uma equipe de trabalho. Conquistamos tudo juntos".

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