Zagueiro estava disposto a "ceder" ao colega gol feito na vitória do Palmeiras por 3 a 2 sobre o Figueirense, no sábado

Vilson, zagueiro do Palmeiras
Miguel Schincariol/Gazeta Press
Vilson, zagueiro do Palmeiras

O sexto gol de Vinicius em quatro temporadas como profissional do Palmeiras não foi dele. O chute do atacante bateu no pé de Vilson antes de balançar as redes na vitória por 3 a 2 sobre o Figueirense, no sábado. Mas, antes mesmo de a súmula apontar o camisa 19 como autor do tento, o zagueiro estava disposto a ‘ceder’ seu feito ao colega.

Deixe seu recado e comente a notícia com outros torcedores

Escolhido para dar entrevista coletiva nesta segunda-feira na Academia de Futebol, Vilson relatou o diálogo que teve com Vinicius logo após o lance, quando correu para falar com o atacante. "O gol é meu, botei o pé", cobrou o zagueiro. "Vilsão, não esperei nem você reagir, já saí comemorando", respondeu o avante. "Então está bom. Estou voltando agora... O importante é que o gol é nosso", concordou o defensor.

Confira a classificação da Série B

Foi a primeira partida do jogador emprestado pelo Grêmio desde 21 de abril, quando se machucou na derrota para o Ituanoa e, no dia seguinte, passou por artroscopia no joelho esquerdo. Foram exatos 90 dias sem entrar em campo até ser titular no sábado, em Santa Catarina. E poder ajudar ofensivamente mesmo com a súmula ignorando seu desvio.

Vilson ainda tem outro motivo para dar o gol de presente para Vinicius. Mesmo sendo defensor, ele tem média de 0,2 gol por jogo no clube (três gols em 15 partidas), enquanto a média do atacante é de só 0,07 por jogo (seis em 85 partidas). "Como ele é atacante, fui correndo para comemorar junto com ele mesmo", disse o zagueiro, acostumado a balançar as redes.

"Uma característica minha é a bola parada. E sempre ataco a bola. Como tenho altura e impulsão, quando sinto a batida já procuro atacar a bola e antecipar o meu marcador. Vinha dando certo antes de eu me machucar, consegui fazer gols. É resultado do trabalho do meu dia a dia e da minha confiança nas jogadas", ensinou.

Um gol que não foi fruto de treinamento, portanto, não parece fazer tanta diferença para o zagueiro. "Nesse jogo contra o Figueirense, ataquei algumas bolas e nenhuma resultou em gol. No gol do Vinicius pus o pé no susto mesmo", admitiu.

*Com Gazeta

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.