Time igualou sua pior sequência de derrotas na história e após perder a Recopa indica receio de queda à Série B, mas ao menos nos números a situação parece reversível

O Campeonato Brasileiro ainda não chegou sequer à metade do primeiro turno, mas o São Paulo já está com o alerta ligado. Como nunca aconteceu desde que foi implantado o sistema de pontos corridos, o time do Morumbi passou a conviver, em 2013, com o receio de queda à Série B. Mas, embora passe pela maior crise dos últimos anos, a equipe tem no passado recente inspirações de como se manter na elite.

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Com seis derrotas consecutivas nas últimas partidas, o São Paulo igualou sua pior sequência, que só havia acontecido uma vez na história do clube, justamente em seus seis primeiros jogos. Além disso, quatro dessas derrotas aconteceram no estádio do Morumbi, algo que nunca havia acontecido. Depois da derrota para o Corinthians na Recopa, o capitão Rogério Ceni admitiu a preocupação e indicou a necessidade de mudança.

Derrota no clássico contra o Corinthians pela Recopa foi o último capítulo da crise:

"Tem de tentar mudar a parte psicológica do time. Nos últimos meses, nos últimos anos, os adversários cresceram e a gente ficou um pouco para trás. O São Paulo é grande o suficiente para tentar, tem o Autuori, altamente capacitado. O Paulo é a pessoa certa para arrumar isso. Vamos tentar nos ajeitar no Brasileiro", completou o capitão do São Paulo.

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A crise é grande e o time sabe. Com oito pontos em oito jogos, o time está "virtualmente" na zona de rebaixamento, já que todos os seis times abaixo dele na tabela têm uma partida a menos e cinco deles podem ultrapassá-lo com uma vitória. Um cenário, no entanto, onde ainda há uma luz no fim do túnel.

Primeiro, os exemplos negativos, aqueles que os comandados de Paulo Autuori precisam evitar repetir. Nos últimos anos, pelo menos quatro grandes times viveram situações parecidas no início do Brasileirão e seguiram mal, terminando com o rebaixamento. Grêmio (2004), Atlético-MG (2005), Vasco (2008) e Palmeiras (2012) tinham respectivamente 10, 5, 11 e 5 pontos após oito jogos nos anos em que caíram.

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Há ainda exemplos piores, como os de Criciúma (2004), Paraná (2007) e do rival Corinthians (2007). As três equipes conquistaram 15 pontos em oito partidas. O Criciúma era vice-líder do Brasileirão a esta altura do torneio em 2004. Paraná e Corinthians eram, respectivamente, 3º e 4º colocados em 2007. E os três terminaram rebaixados.

Existem, por fim, os exemplos positivos, de equipes que escaparam do rebaixamento até com certa tranquilidade, mesmo depois de maus inícios. Na era dos pontos corridos, a atual pontuação é a pior do São Paulo após oito jogos. Mas times como Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco, Corinthians, Palmeiras, Santos, Grêmio, Inter e Atlético-MG já chegaram a este ponto do Brasileirão com 8 pontos ou menos e se salvaram.

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Muitas dessas circunstâncias, é verdade, aconteceram porque as equipes começaram o Brasileirão priorizando a disputa da Libertadores ou da Copa do Brasil. Em outros casos, porém, a reação veio após a troca de treinador, como no Palmeiras, que trocou Tite por Jair Picerni em 2006, e no Fluminense, que substituiu Renato Gaúcho por Cuca em 2009. Apesar das derrotas nos dois primeiros jogos, é o que a torcida são-paulina espera de Paulo Autuori este ano.

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