Artilheiro do Brasileirão, Maxi Biancucchi atribui boa fase à alegria da família

Por Thiago Rocha - iG São Paulo | - Atualizada às

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Atacante argentino do Vitória será pai pela segunda vez e revela "marcação cerrada" da filha em dia de jogo. Domingo, ele vai em busca de mais gols, contra o rival Bahia

Felipe Oliveira
Maxi Biancucchi comemora gol contra o São Paulo

Ser goleador é uma novidade até para Maxi Biancucchi: "Sempre fui mais de dar assistências. Claro que gosto de fazer gols, mas não é minha principal característica. Não estou surpreso, até porque procuro e trabalho para fazer gol. Mas vivo uma boa fase. Estou desfrutando esse momento." A torcida do Vitória também. Com seis gols em sete jogos, o argentino é o artilheiro do Campeonato Brasileiro e tem sido essencial na campanha do time baiano, vice-líder do torneio com 13 pontos, dois a menos do que o Coritiba.

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O currículo do atacante de 29 anos reitera a autoavaliação. O melhor desempenho ofensivo dele foi pelo Olimpia, entre 2011 e 2012, com 13 gols em 72 partidas. Contratado pelo Vitória em janeiro, Maxi já marcou 12 vezes em 23 aparições com a camisa rubro-negra. Vários fatores contribuem para essa fase tão próspera. Os principais, no entanto, estão fora de campo. 

Maxi será pai pela segunda vez. A esposa Jasmin está grávida de 6 meses de mais uma menina - Valentina, a primeira filha do casal, tem 3 anos. Como batizar a nova herdeira é o único "conflito" da família Biancucchi atualmente: "Está uma briga para definir o nome. Estamos pensando em algo diferente", disse ao iG Esporte, por telefone, após o treino de quinta-feira à tarde no Barradão. 

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Ver a família feliz e bem adaptada à Bahia deixa Maxi ainda mais à vontade para seu jogo fluir. Diferentemente de quando estava no Cruz Azul, do México, para onde foi após uma passagem com altos e baixos pelo Flamengo. "O Campeonato Mexicano é bem interessante, taticamente aprendi muito lá, mas minha filha havia nascido prematura, então ia para o hospital depois do treino. Imagine ver sua filha internada por dois meses, sem poder pegá-la, só vendo a criança por um vidro... Mexe com a cabeça de qualquer um, mexe com tudo", recordou.

Arquivo iG
Maxi Biancucchi pelo Olimpia

Passado esse momento difícil, Maxi Biancucchi agora tem de lidar com a marcação cerrada de Valentina. Apesar de não pedir nem cobrar gols do pai, a menina faz uma "exigência": sempre que o Vitória atuar em casa é com ela que o atacante entra em campo, e não com outros torcedores mirins, ritual tradicional do futebol. "Ela fica com ciúmes quando junta muita criança em volta de mim, começa a chorar, não gosta que outros fiquem perto (risos)", explicou o jogador.

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Em campo, Biancucchi tem contado com a confiança do técnico Caio Júnior, que o elogiou muito após o triunfo por 3 a 2 diante do São Paulo, no Barradão, quando fez dois gols. Para o argentino, a passagem pelo Vitória está lhe dando o que faltou em sua primeira passagem pelo futebol brasileiro: "No Flamengo faltou continuidade. Havia muitos jogadores na mesma posição e não voltei a ter a sequência de jogos que tive logo quando cheguei. Todo jogador precisa disso. Na época também eu era mais novo, não tinha paciência, ficava nervoso por não jogar e queria ir embora. Hoje encaro melhor esse tipo de situação", contou o atacante, que defendeu o clube carioca entre 2007 e 2009.

Mais gols no clássico?

Neste domingo, Maxi comandará o ataque do Vitória no clássico contra o Bahia, na Fonte Nova. Este ano, o rival foi vítima de duas goleadas acachapantes pelo Campeonato Baiano, 5 a 1 e 7 a 3, ambas com gols do argentino. "Fizemos história nesses jogos, mas ficou para trás. Sempre é bom fazer gols, mas o que quero é contribuir", disse o jogador, que ainda não acha possível terminar o Brasileirão como artilheiro: "É um campeonato longo, uma coisa de cada vez".

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Apenas um estrangeiro sagrou-se artilheiro do Brasileiro em toda a história: o uruguaio Pedro Rocha, em 1972. Outro uruguaio, Diego Forlán (Internacional), é concorrente direto de Maxi no quesito - já fez cinco. Fora outros que podem alcançá-los ainda, como o argentino Barcos, o chileno Vargas (ambos do Grêmio) e o holandês Seedorf (Botafogo). Biancucchi comentou sobre a presença cada vez maior de jogadores de outros países na competição: "Jogar no Brasil hoje é interessante. Paga bons salários, os clubes têm uma ótima estrutura e o torneio é competitivo."





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