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Jogador mais vitorioso do São Paulo poderia ter parado após título da Sul-Americana, mas irá encerrar carreira no final da temporada em que clube vive grande crise

Ceni sofre gol de Danilo na final da Recopa
Andre Penner/AP
Ceni sofre gol de Danilo na final da Recopa

Rogério Ceni é o jogador mais vitorioso da história do São Paulo. Mas perdeu em 2012 a oportunidade de encerrar sua carreira por cima. Pelo contrário, o goleiro de 40 anos, que irá se aposentar no final desta temporada, sairá de cena após uma das piores fases da história da equipe.

A derrota por 2 a 0 para o Corinthians na Recopa Sul-Americana afundou ainda mais o clube do Morumbi em uma de suas maiores crises de todos os tempos. São agora nove partidas sem vitórias, série que não acontecia desde 1987. Os últimos resultados, seis derrotas, não eram registrados desde a época da fundação são-paulina.

Pelo clube do Morumbi, do qual é titular há 16 anos, Rogério venceu quatro Campeonatos Paulistas, três Brasileiros, duas Libertadores e dois Mundiais de Clubes, para fica somente nas conquistas mais importantes.

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A inédita conquista da Copa Sul-Americana do ano passado seria o momento ideal para o camisa 1 pendurar as luvas e parar como vencedor. Mas Ceni quis atuar por mais uma temporada e, se ainda faz defesas brilhantes, já está longe de ser uma unanimidade.

O ano de 2013 até era promissor para o São Paulo, que estava de volta à Libertadores. Mas o sufoco na fase de grupos e a eliminação nas oitavas de final com direito a goleada para o Atlético-MG encerraram de forma melancólica a bonita história do goleiro na competição.

Os sucessivos tropeços no Brasileirão e na Recopa Sul-Americana e algumas falhas também dão força aos que pensam que Rogério já deveria ter se aposentado. Ceni errou em jogos contra Ituano, Oeste, The Strongest e o próprio Corinthians em 2013.

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O estilo de líder e problemas de relacionamento com técnicos e outros jogadores entram na conta. No ano passado, Ceni se desentendeu com o ex-treinador Ney Franco por conta de uma substituição. Na última semana, teria discutido com o atacante Luis Fabiano pela expulsão na queda diante do Bahia – o que foi negado.

O que pesa a favor do camisa 1 é a falta de um substituto à altura. Denis aparentemente não é o nome idela para gol tricolor. E enquanto o atual titular conseguir atuar em bom nível e marcar seus gols de falta ou pênalti, Rogério deverá ser insubstituível. Mas, se depender da atual fase são-paulina, corre sério risco de abandonar a carreira por baixo.

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