Liminar cai e Marcelo Guimarães Filho deixa presidência do Bahia

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Tribunal de Justiça da Bahia derruba liminar que mantinha Marcelo Guimarães Filho no cargo

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Guimarães Filho foi deposto da presidência do Bahia

O Tribunal de Justiça da Bahia decidiu nesta terça-feira derrubar a liminar que mantinha Marcelo Guimarães Filho da presidência do Bahia desde março de 2012. A decisão foi aprovada pela desembargadora Lisbete Maria de Almeida, em processo que julgava irregularidades em sua administração e em sua reeleição, em 2011. O clube volta a ser administrado de maneira temporária pelo advogado mineiro Carlos Rátis, o Kakay, nomeado interventor nesta segunda.

Além de Marcelo Guimarães Filho, que não compareceu ao julgamento e ainda não comentou o caso, caiu também todo o conselho eleito em dezembro de 2011. A medida, votada por unanimidade, ainda cabe recurso. Desta vez, porém, apenas no Supremo Tribunal Federal.

O processo inicial sobre a intervenção foi aberto no final de 2011, perto da reeleição de Guimarães Filho. Na ocasião, o ex-conselheiro Jorge Maia denunciou sua gestão afirmando que ele e outros membros da oposição teriam sido impedidos de votar na eleição. Além disso, o pleito teria contado com eleitores "fantasmas".

Com isso, o processo eleitoral foi interrompido e suspenso. Nomeado interventor pela primeira vez, Rátis pretendia convocar novas eleições para escolher novos conselheiros e, posteriormente, o presidente do Bahia. No entanto, o desembargador Gesivaldo Brito anulou a liminar concedida pelo juiz Paulo Albiani e Marcelo Guimarães Filho foi reeleito para mandato de três anos.

A segunda intervenção aconteceu três meses depois, quando Paulo Albiani voltou a suspender a eleição. Rátis foi nomeado interventor novamente e colocaria o seu plano em ação, não fosse nova liminar conquistada pelo departamento jurídico do clube - que caiu nesta terça-feira.

Agora, Rátis trabalhará com grupo de apoio determinado por Albiani. Sua função será avaliar se a eleição de Guimarães Filho foi legal, as consequências de seu legado administrativo para o clube e a atual situação financeira do Bahia, esclarecendo possíveis irregularidades. Após concluir esse processo, sem prazo estabelecido pela justiça, o advogado convocará nova eleição no clube.

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