Em vantagem, Olímpia visita Santa Fé e mira final da Libertadores após 11 anos

Por Gazeta |

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Equipe paraguaia venceu o primeiro jogo da semifinal em casa por 2 a 0

Jorge Saenz/AP
Olímpia venceu o primeiro jogo

Onze anos. Este é o período em que o Olímpia, maior campeão continental do futebol paraguaio (com três taças), não vai a uma final de Libertadores - desde o título de 2002, quando venceu o São Caetano na decisão. E é em busca de um lugar na grande final de 2013 que encara o Independiente Santa Fé, nesta terça-feira, às 21h50 (de Brasília), no Estádio El Campín, em Bogotá (Colômbia), pela partida de volta da semifinal do torneio.

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Na ida, os paraguaios deram um grande passo para avançar à decisão. Com show da torcida e gols de Miranda e Ferreyra, venceram por 2 a 0 no Defensores del Chaco e, agora, podem perder por até dois gols de diferença para se classificar. A vantagem é tão boa que se o Olímpia fizer um gol nesta terça, o Santa Fé terá que balançar as redes quatro vezes. Um novo 2 a 0 leva a decisão para as penalidades.

A missão paraguaia, no entanto, não será fácil. Localizado a 2.600 metros acima do nível do mar, o estádio El Campín tem sido um verdadeiro inferno para os adversários nesta Libertadores. Até aqui, em cinco jogos dentro de seus domínios na competição, o Santa Fé soma quatro vitórias e apenas um empate.

Para o técnico do Olímpia, Ever Hugo Almeida, no entanto, a altitude de Bogotá não vai interferir na maneira como o seu time vai jogar. "No El Campín dá para jogar com tranquilidade. A altura não afeta. Vi a partida deles contra o Cerro Porteño, falei com o técnico e jogadores dos nossos companheiros. O Cerro teve muitas oportunidades de gol, correram bem e não aconteceu nada. Por isso vamos tranquilos", afirmou.

Segundo o meia Benítez, o time paraguaio deve usar o regulamento e buscar um gol fora de casa. "Fizemos uma boa partida em casa e ganhamos. A nossa sorte foi que não sofremos gol. Sabemos do valor do gol como visitante, e vamos em busca disso", disse.

O jogador, inclusive, deu a receita para o Olímpia voltar para Assunção classificado à final da Libertadores. "Temos que jogar da mesma maneira como no primeiro jogo. Buscar a partida, ser forte na defesa e sair nos contra-ataques", explicou.

Pelo lado do Santa Fé, atual campeão nacional, a pouca experiência pesa. Se o rival já chegou a seis finais e conquistou três títulos da Libertadores, a equipe colombiana disputa somente a sua segunda semifinal continental (a única foi em 1961). Somado a isto, o time, que nunca alcançou a final, não disputava o torneio desde 2006.

No jogo de ida, o time colombiano, único invicto da primeira fase da competição, renunciou às suas características, abdicou do ataque e acabou pagando caro, perdendo por 2 a 0.

Para o técnico Wilson Gutiérrez, o Santa Fé terá dificuldades para furar a defesa paraguaia no jogo de volta, nesta terça-feira. "Seguramente vamos encontrar um Olímpia fechado, defendendo e buscando alguma bola rápida para fazer o gol", disse, antes de revelar qual seria a situação ideal para a equipe na partida.

"Seria bom encontrar um gol rápido. Isso nos daria muito mais ânimo, mas, caso não aconteça, não podemos entrar em desespero. Se ficarmos nervosos, cometeremos mais erros, e não queremos isto", explicou.

Independiente Santa Fé e Olímpia se enfrentam nesta terça-feira, às 21h50 (de Brasília), no estádio El Campín, em Bogotá (Colômbia). Quem avançar deste confronto encara o vencedor de Newell’s Old Boys e Atlético-MG, que disputam a outra semifinal, na grande final da Copa Libertadores de 2013.

FICHA TÉCNICA
INDEPENDIENTE SANTA FÉ X OLÍMPIA

Local: Estádio El Campín, em Bogotá (Colômbia)
Data: 9 de julho de 2013 (terça-feira)
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro:  Martín Vázquez (Uruguai)
Assistentes: Mauricio Espinosa e Nicolás Tarán (ambos do Uruguai)

INDEPENDIENTE SANTA FÉ: Vargas; Anchico, Valdés, Mesa e García; Torres, Roa, Valencia e Pérez; Medina e Cuero.
Técnico: Wilson Gutiérrez.

OLÍMPIA: Martín Silva; Manzur, Miranda, Candia e Mazacotte (Silva); Benítez, Aranda, Pittoni e Giménez; Bareiro e Ferreyra (Prono) .
Técnico: Ever Hugo Almeida.

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