"O Renato estava mano a mano com o zagueiro, poderia dar um toque na corrida, e o Rogério seria o homem da bola", defende o treinador do São Paulo

Rogério Ceni, goleiro do São Paulo
Rubens Chiri/São Paulo
Rogério Ceni, goleiro do São Paulo

Rogério Ceni não teve culpa, na opinião de Ney Franco, pelo segundo gol sofrido na derrota para o Corinthians. Embora ele tenha sido encoberto por chute de Renato Augusto da intermediária, aos 30 minutos do segundo tempo, o treinador do São Paulo entende que o posicionamento adiantado do goleiro estava correto.

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"Foi um contra-ataque, uma bola lançada de longe. Não vejo falha, porque naquela boa o goleiro tem que estar adiantado mesmo. O Renato estava mano a mano com o zagueiro, poderia dar um toque na corrida, e o Rogério seria o homem da bola. Foi mais felicidade do Renato do que uma falha do Rogério" opinou.

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Cássio, goleiro do Corinthians, que no início da segunda etapa havia cometido falha bisonha, também absolveu o adversário e colega de profissão. "É difícil. Acho que foi mais mérito e qualidade do Renato Augusto, não é qualquer jogador que consegue. Eu me lembro que ele tentou isso contra o Santos e acabou jogando para fora. Foi mais felicidade do Renato".

Como o gol como visitante não é critério de desempate na Recopa Sul-americana, o São Paulo precisa de diferença mínima na segunda partida, daqui a duas semanas, no Pacaembu, para levar a disputa à prorrogação. Já para ser campeão direto, tem que vencer com vantagem de dois gols.

Antes da segunda final do tira-teima continental, a equipe tricolor volta ao Morumbi no domingo, pelo Campeonato Brasileiro, para enfrentar o Santos. A preparação para esse duelo começa na tarde desta quinta-feira, quando o grupo se reapresenta aos trabalhos, no CT da Barra Funda.


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