Na chegada ao Morumbi para a partida que abriu a decisão da Recopa Sul-americana, contra o São Paulo, o ônibus alvinegro foi atacado

Marcas de pedradas no ônibus que trouxe elenco do Corinthians para o Morumbi
Pedro Taveira/iG São Paulo
Marcas de pedradas no ônibus que trouxe elenco do Corinthians para o Morumbi

Os dirigentes do Corinthians previram que não haverá um revide das agressões sofridas pela delegação do clube na última quarta-feira. Na chegada ao Morumbi para a partida que abriu a decisão da Recopa Sul-americana, contra o São Paulo, o ônibus alvinegro sofreu uma chuva de objetos, de latinhas a rojões. A partida de volta está marcada para o próximo dia 17, no Pacaembu.

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"Não creio em uma reprise do que vimos lá. Peço encarecidamente que não se faça isso, peço encarecidamente que todos se dirijam ao estádio e assistam ao jogo, comemorem, participem com educação, respeito ao próximo, respeito ao ser humano, respeito ao cidadão. Não tenho o menor temor de que haja alguma coisa parecida", afirmou o presidente Mário Gobbi.

"Foi uma situação chata. O tempo passa, e isso não muda, mas não há muito o que se fazer. Acaba que isso nos motiva, como o Guerrero falou, é uma final de campeonato", disse Duilío Monteiro Alves, diretor adjunto de futebol, antes de concordar com o chefe. "Não acho que vá se repetir. Espero que não, penso que não. A torcida do Corinthians não tem esse costume."Os cartolas do Timão, no entanto, procuraram não responsabilizar o São Paulo pelos problemas registrados no Morumbi. Mário Gobbi voltou a usar a linha de raciocínio adotada logo após o incidente, que antecedeu o triunfo alvinegro por 2 a 1, fazendo uma de suas características e acaloradas explanações.

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"Isso não é culpa do São Paulo nem dos dirigentes do São Paulo. Dirigente de futebol não educa a sociedade no berço, é preciso educar o sujeito quando ele nasce. Tem que se ter educação, saúde, segurança, justiça, distribuição de renda, moradia, tem que se explicar ao torcedor que futebol é apenas um jogo, não é questão de vida ou morte. Quem ganha não é o rei, e quem perde não é o vilão, não é o bandido, não precisa ter a cabeça colocada na bandeja", comentou.

O exaltado discurso do presidente, no qual foram citados ainda a PEC 37, Afanásio Jazadji e Gil Gomes, pedia ação nas causas da violência, não nas consequências. Seja como for, ele está certo de que não haverá no Pacaembu consequências sociais como as observadas no Morumbi.

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