Atlético-MG sofre dois gols na Argentina e vê final da Libertadores distante

Por iG São Paulo * | - Atualizada às

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Com a derrota por 2 a 0 para o Newell's Old Boys, time mineiro vai precisar da força do Horto para vencer por três gols de diferença e chegar a inédita decisão

Getty Images
Maxi Rodriguez comemora gol do Newell's Old Boys

O Atlético-MG foi para a Argentina sabendo que enfrentaria uma verdadeira batalha no jogo de ida da semifinal da Libertadores contra o Newell’s Old Boys. Foi exatamente isso o que aconteceu nesta quarta-feira, no estádio Marcelo Bielsa, em Rosário. Com uma exibição cautelosa, o time mineiro preocupou-se primeiro em não sofrer gols, estratégia bem sucedida no primeiro tempo. A pressão dos mandantes, porém, deu resultado na segunda etapa. Os argentinos encontraram o caminho das redes e saíram de campo muito próximos da vaga na decisão ao vencerem por 2 a 0.

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O primeiro gol do jogo foi anotado aos 18 minutos da etapa complementar pelo atacante Maxi Rodríguez, que aproveitou erro de marcação e desviou cruzamento da esquerda de cabeça. O segundo nasceu em cobrança de falta de Scocco, aos 37 minutos.

Com o revés, o Atlético-MG vai precisar da força do Horto para vencer por três gols de diferença para chegar a inédita decisão da Libertadores. Se os atleticanos devolverem o placar de 2 a 0, a definição do finalista será na disputa de pênaltis. Se levarem um gol, precisarão marcar pelo menos quatro.

A partida de volta entre Atlético-MG e Newell’s Old Boys está marcado para a próxima quarta-feira. O palco do duelo será o Independência, estádio onde o time mineiro ainda não sabe o que é sofrer derrotas. Antes, porém, há um compromisso pelo Brasileirão contra o Criciúma, no domingo, também no Horto.

Scocco celebra gol de falta, o segundo do Newell's sobre o Atlético-MG no jogo. Foto: Getty ImagesRonaldinho protege a bola marcado por Diego Mateo. Foto: Daniel Jayo/APMaxi Rodriguez comemora gol do Newell's Old Boys. Foto: Getty ImagesDiego Tardelli passa por Santiago Vergini e deixa marcador no chão. Foto: Daniel Jayo/APRicharlyson recebe orientação de Cuca durante a partida. Foto: Daniel Jayo/APO goleiro Nahuel Guzman sai nos pés de Bernard e desarma meia atleticano. Foto: Eduardo Di Baia/APBernard lamenta chance de gol desperdiçada. Foto: Eduardo Di Baia/APJô tenta passar pela marcação de Santiago Vergini em ataque atleticano. Foto: Daniel Jayo/APTorcedores do Atlético-MG marcam presença na Argentina. Foto: Eduardo Di Baia/AP

O jogo

A primeira chance de gol surgiu logo no começo da partida, e foi dos donos da casa, com Maxi Rodríguez, que aproveitou cruzamento da direita e fuzilou o goleiro Victor, que fez grande defesa. O lance representou uma espécie de cartão de visita dos argentinos, que promoveram uma verdadeira blitz ofensiva contra o Galo nos primeiros minutos.

Após a pressão inicial do Newell’s, o Atlético-MG passou a tocar a bola com mais de tranquilidade, esfriando o ritmo intenso do time da Argentina. Aos poucos, o Galo começou a adiantar as linhas de marcação, diminuindo os espaços para os jogadores de criação do time da casa.

Empurrado pela torcida, o Newell’s Old Boys não se intimidou e passou a ter o controle da posse da bola, mas com dificuldades para chegar ao gol de Victor. As principais investidas do time argentino nasceram nas costas do lateral Richarlyson, que mostrou nervosismo no primeiro tempo. Percebendo o problema, o técnico Cuca recuou o atacante Diego Tardelli, que passou a atuar como um lateral pela faixa esquerda do campo.

Principal estrela da equipe argentina, o atacante Scocco deu muito trabalho para defesa alvinegra. Aos 25, o jogador limpou a marcação de Marcos Rocha e bateu colocado no canto esquerdo de Victor, que teve que se esticar todo para fazer a defesa, mandando para escanteio.

Preocupado em não sofrer gols no primeiro tempo, o Atlético-MG praticamente abdicou do ataque, sem levar perigo contra a meta de Guzmán. O melhor momento da equipe brasileira nos 45 minutos iniciais foi uma sequência de três escanteios seguidos cobrados por Ronaldinho Gaúcho, que gerou atenção especial dos Leprosos. Ele ainda deu boa assistência para Bernard, que perdeu boa chance.

Na volta para o segundo tempo, o Atlético-MG adotou uma postura mais ofensiva, agredindo o time da casa. Os mineiros quase chegaram ao gol com Ronaldinho, que livre na entrada da área, pegou mal na bola, mandando sobre o travessão de Guzmán. A resposta do Newell’s não demorou, e veio com Maxi Rodríguez em chute rasteiro, no canto esquerdo de Victor, que fez ótima defesa.

No momento em que o Atlético-MG crescia na partida, os argentinos chegaram ao gol de abertura do placar com Maxi Rodríguez. O atacante aproveitou erro de marcação do Galo e, de cabeça, desviou cruzamento da esquerda e fez a torcida do Newell’s explodir em alegria nas arquibancadas do estádio Marcelo Bielsa.

Depois de sofrer o gol, o Atlético-MG passou a atuar de forma mais aberta, mas foram os Leprosos que quase ampliaram a contagem em um lance inacreditável, que o zagueiro Rafael Marques conseguiu salvar quase em cima da linha.

Jogando em casa, o Newell’s Old Boys não se contentou com o placar de 1 a 0 e seguiu agredindo o Galo. Aos 35, Scocco cobrou falta com categoria e ampliou a contagem, deixando o Atlético-MG e situação complicada na Libertadores. Sem poder de reação, os mineiros não conseguiram ameaçar os argentinos, aceitando o revés em uma noite ruim.

FICHA TÉCNICA - NEWELL’S OLD BOYS 2 X 0 ATLÉTICO-MG
Local:
Estádio Marcelo Bielsa, em Rosário (ARG)
Data: 03 de julho de 2013 (quarta-feira)
Horário: 21h50 (horário de Brasília)
Árbitro: Enrique Osses (Chile)
Assistentes: Carlos Astroza e Sergio Román (ambos do Chile)
Cartões Amarelos: Pablo Pérez, Casco, Maxi Rodríguez (NEWELL’S), Bernard, Gilberto Silva e Luan (ATLÉTICO-MG),

Gols: Maxi Rodríguez, aos 17, e Scocco, aos 35 minutos do segundo tempo

NEWELL’S OLD BOYS: Guzmán; Cáceres, Vergini, Heinze e Casco; Pablo Pérez, Mateo e Bernardi; Figueroa (Tonso), Scocco e Maxi Rodríguez
Técnico: Gerardo Martino

ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Gilberto Silva, Rafael Marques e Richarlyson; Pierre, Josué, Ronaldinho e Tardelli (Luan); Bernard e Jô
Técnico: Cuca

*Com Gazeta

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