"O Brunoro tem sido procurado por jogadores internacionais", declarou Paulo Nobre, ressaltando o momento de calmaria no clube

Em março, logo após membros da Mancha Alviverde tentarem agredir o elenco do Palmeiras em um aeroporto de Buenos Aires, Paulo Nobre disse que muitos jogadores desistiam atuar no Palmeiras por conta das ações violentas de torcedores. Agora, o presidente dá a entender que a situação mudou. Segundo ele, o clube voltou a atrair a atenção de grandes jogadores, que têm manifestado o interesse em defender as cores alviverdes.

José Carlos Brunoro, diretor executivo, e Paulo Nobre, presidente do Palmeiras
Djalma Vassão/Gazeta Press
José Carlos Brunoro, diretor executivo, e Paulo Nobre, presidente do Palmeiras

"Hoje, o (diretor executivo José Carlos) Brunoro tem sido procurado até por jogadores de nome, internacionais, que gostariam de ficar um tempo no futebol brasileiro passando pelo Palmeiras", disse o mandatário, sorrindo ao comentar as declarações de Eguren, volante da seleção uruguaia que já avisou que seria uma honra atuar pelo Palmeiras.

As negociações com Eguren, que pertence ao Libertad, do Paraguai têm a tendência de conclusão positiva por conta da postura do jogador, o que deixa Nobre satisfeito. Algo bem diferente do que ocorria no começo do ano.

Mendieta é um dos reforços do Palmeiras para a sequência da Série B do Brasileiro
SÉRGIO BARZAGHI/GAZETA PRESS
Mendieta é um dos reforços do Palmeiras para a sequência da Série B do Brasileiro

Nas primeiras semanas de Nobre à frente do Palmeiras, o volante Josimar, ainda pouco utilizado no Internacional, não acertou com o clube doe Palestra Itália porque pediu alto demais. Virou um dos exemplos de como o clube tinha dificuldade para negociar a contratação de reforços.

Nobre constata empenho e se diz ansioso para ver Valdivia em campo

"É muito prazeroso ver que a situação mudou e como o clima está bom. Existe uma união muito grande entre comissão técnica, elenco e diretoria, todos trabalhando para tirar o Palmeiras dessa situação", disse Nobre. "Isso acaba passando para fora dos muros do clube. Os jogadores conversam, são amigos mesmo em equipes diferentes", prosseguiu.

"Todos sabem a nossa dificuldade financeira, mas o nosso esforço é ainda maior que as dificuldades para que não atrasemos salários além dos dois meses de direitos de imagem pendurados", completou o dirigente, citando a dívida deixada por seu antecessor no cargo, Arnaldo Tirone, e que ele ainda não conseguiu quitar.

"Os jogadores percebem o esforço muito grande da diretoria para que a situação mude porque adotamos um clima de transparência, diálogo, respeito e ordem. Isso faz o Palmeiras ser visto no mercado", comentou Nobre, que contratou os meias Mendieta e Felipe Menezes e o atacante Alan Kardec nas últimas semanas, como prova da nova condição do clube.

Agora, é se preparar para as exigências da torcida, algo que não assusta o presidente. "O palmeirense já cobra no limite sempre, então a cobrança vai ser tão grande quanto antes. Reforçamos o elenco e fizemos contratações pontuais para suprir problemas que identificamos, mas a cobrança será sempre a mesma", disse.

*com Gazeta Press

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