Paulo Nobre diz que laços estreitos com ex-técnico do Grêmio não vão interferir no trabalho do atual treinador palmeirense

Gilson Kleina tem prestígio com o presidente
Fernando Dantas/Gazeta Press
Gilson Kleina tem prestígio com o presidente

A demissão de Vanderlei Luxemburgo no Grêmio , no fim de semana, já deixou Paulo Nobre preparado para comentários de que o técnico pode se aproximar do Palmeiras . E o presidente até ri da situação, voltando a assegurar sua confiança no trabalho de Gilson Kleina.

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"Já escutei no começo do mandato que o Luiz Felipe Scolari seria o técnico pela ligação que tenho com ele, depois que seria o Luxemburgo pela ligação que ele teria com o Brunoro e também que seria o Emerson Leão ser o ídolo que fez eu me tornar palmeirense na infância", lembrou.

Fã de Felipão, o mandatário era vice-presidente quando Luxemburgo foi contratado para sua quarta e última passagem pelo Verdão, em 2008, e não ocupava nenhum cargo diretivo no momento em que o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo o demitiu, em junho de 2009. Nunca escondeu sua admiração pelo treinador.

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E José Carlos Brunoro criou laços com o técnico no próprio Palmeiras, já que era o representante da Parmalat na co-gestão com o clube quando Luxemburgo conquistou os Brasileiros e os Paulistas de 1993 e 1994. A amizade é tão firme que o atual diretor executivo chegou a ser professor do instituto que levava o nome do treinador.

Mas o discurso em relação a Kleina é o mesmo usado desde quando a diretoria o manteve no cargo após ser goleado pelo Mirassol, há três meses. "Sempre digo que o técnico é o Gilson Kleina, que está sendo constantemente avaliado dentro do nosso planejamento. Estamos muito tranquilos com ele", disse Nobre.

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O presidente assegura calma na relação mesmo quando o treinador não é atendido. A explicação é o respeito à opinião do técnico. "O Kleina é o comandante da comissão técnica. Podemos até não atingir o que ele fala, mas a sua opinião é fundamental", garantiu.

O contrato de Gilson Kleina se encerra em dezembro e Nobre não o tinha entre seus preferidos quando assumiu a presidência, em janeiro. Mas foi convencido da qualidade do ex-técnico da Ponte Preta, até por saber dos gastos que uma demissão geraria. Porém, nada o garante ainda como treinador do Palmeiras em 2014, centenário do clube.

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