Na Série A, ponte-pretanos aumentam folha salarial e apostam na manutenção da base que disputou o Paulistão; na terceira divisão, brugrinos reformulam todo departamento de futebol

Com um dos cinco menores orçamentos, Ponte Preta tem como meta terminar entre os dez melhores no Brasileirão
Helio Suenaga/Gazeta Press
Com um dos cinco menores orçamentos, Ponte Preta tem como meta terminar entre os dez melhores no Brasileirão

Mais tradicionais clubes do interior do Estado de São Paulo, Ponte Preta e Guarani estão separados por apenas 800 metros. No entanto, às vésperas do início do Campeonato Brasileiro, os arquirrivais de Campinas vivem situações opostas: enquanto um tem como meta se firmar entre os melhores do País, outro vem de queda no Estadual e disputará a Série C nacional.

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A Ponte Preta fará sua estreia no Brasileirão em casa contra o São Paulo, no domingo. Contando com um orçamento de R$ 1,3 milhão, um dos cinco mais baixos da Série A, segundo o diretor de futebol Ocimar Bolicenho, o clube resistiu ao assédio dos grandes e manteve boa parte de seu elenco após o Paulistão.

“No ano passado nós alteramos e muito a equipe, foram 16 trocas. Para esse ano só mudamos sete peça. Obviamente já é um avanço. Do grupo principal ninguém saiu”, falou ao iG Esporte Bolicenho. A manutenção desta base faz o ponte-pretano sonhar com um lugar entre os dez primeiros colocados da competição.

Exatamente o contrário fez o Guarani, que está na terceira divisão. Após campanha desastrosa e rebaixamento no Paulistão, todo o departamento de futebol foi reformulado. O novo responsável pelo setor, Rogério Giardini, está há somente três semanas no cargo e contratou nada menos do que 19 jogadores.

“Do Paulista para o Brasileiro toda a comissão técnica foi trocada. O Branco pediu demissão e nós trouxemos o Tarcísio Pugliese para treinador. Mantivemos o goleiro Juliano, o Fumagalli, que é nosso principal jogador, e usaremos oito da base. Foram muitos reforços da Caldense e temos uma base bem montada. Essa espinha-dorsal pode fazer diferença”, explicou Giardini.

Presidente do Guarani promoveu reformulação total no futebol do clube após rebaixamento no Paulistão
Divulgação
Presidente do Guarani promoveu reformulação total no futebol do clube após rebaixamento no Paulistão

Também em oposição ao arquirrival, e a exemplo dos demais times do interior do Estado, o Guarani enxugou sua folha salarial para a disputa da Série C.

“Gastávamos R$ 1,1 milhão por mês no ano passado. Foram R$ 800 mil no Paulista. agora a folha diminuiu mais ainda. Estamos com um teto de R$ 300 mil, dentro da nova realidade do Guarani”, disse o dirigente. A meta nesta reestruturação é o retorno à Série B. Para 2014, a equipe precisa também voltar à elite estadual.

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