Incomodado com jejum, Guerrero revela que prefere jogar com Pato

Por Gazeta |

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Atacante peruano não marcou diante do Boca nas oitavas da Libertadores e contra o Santos nas finais do Paulistão

Eduardo Di Baia/AP
Atacante corintiano Guerrero tenta passar por marcação do Boca Juniors

Autor de dois gols históricos para o Corinthians, sobre Al Ahly e Chelsea no Mundial de Clubes do ano passado, o centroavante peruano Paolo Guerrero não conseguiu repetir o desempenho nos últimos jogos decisivos da equipe: passou em branco contra Santos, na final do Campeonato Paulista, e Boca Juniors, nas oitavas de final da Copa Libertadores da América.

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"Isso me incomoda um pouquinho", reconheceu Guerrero, embora sorrindo. "Queria continuar fazendo gols. Não consegui nessas últimas partidas, infelizmente, mas pelo menos ajudei o time de alguma forma a ganhar o título do Paulistão", acrescentou.

O astro Alexandre Pato - que desperdiçou chances claras de gols diante de Santos e Boca - não representa uma ameaça à vaga no time titular, segundo Guerrero. Ao contrário. O peruano revelou que se sente mais à vontade quando atua junto com o atacante mais caro da história do futebol brasileiro.

"Quando o Pato está ao meu lado, tenho um acompanhante. Ele pode levar a marcação e me deixar um pouco mais livre", disse Guerrero, julgando-se isolado e presa fácil para os zagueiros quando Danilo, Emerson ou Romarinho estão abertos pelas pontas. "Se fico sozinho lá na frente, são dois defensores me marcando. O Pato pode dividir essa responsabilidade comigo. Mas isso fica a cargo do Tite. Sei fazer as duas funções do ataque."Por enquanto, para a decepção de Guerrero, Alexandre Pato é reserva do Corinthians - embora esteja "muito tranquilo", como sempre diz. O presidente Mário Gobbi já chegou a admitir que o astro será titular inevitavelmente, enquanto o técnico Tite justifica a não escalação com a leve lesão sofrida pelo atleta e a capacidade de seus concorrentes de posição.

"O Pato chegou há pouco tempo. Está se integrando ao time ainda. Também demorei muito a me adaptar quando vim para o Corinthians. A concorrência é enorme e sadia, e a gente sempre tem que lutar por uma vaga", ensinou Guerrero, hoje à vontade no clube do Parque São Jorge. "Quando me contrataram, sabia que a equipe estava precisando de um pivô, como vocês chamam no Brasil. Tive que me acostumar ao sistema de jogo do professor Tite. Foi difícil, mas um pouco mais fácil porque havia jogadores de qualidade ao meu lado."

As dificuldades têm aumentado para Guerrero nas últimas partidas. Seu gol mais recente ocorreu na vitória por 4 a 0 sobre a Ponte Preta, ainda nas semifinais do Campeonato Paulista, quando ele conferiu em cobrança de pênalti. O peruano pretende voltar aos seus melhores dias logo, no Campeonato Brasileiro.

"Mas eu trabalho para o time. Para mim, é mais importante que o Corinthians vença, como aconteceu no Paulista e no Mundial. Se eu for artilheiro do Brasileiro, melhor ainda, um orgulho máximo, para o qual me esforço no dia a dia", afirmou, com um sorriso de satisfação.

"Já ganhei dois títulos. Está bom, não? O Paulista não apagou a decepção da Libertadores, em que fomos muito atrapalhados pela arbitragem, mas me sinto feliz por estar em um clube com uma grande torcida e em um time que é como uma família", concluiu Paolo Guerrero, bastante entusiasmado para se familiarizar um pouco mais com Alexandre Pato.

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