Técnico aposta na identificação com o clube para obter sucesso: "Sou cria daqui, conheço o clube e sei da força que tem", disse

O técnico Cristóvão Borges em sua apresentação no Bahia
Edson Ruiz/Site oficial do Bahia
O técnico Cristóvão Borges em sua apresentação no Bahia

Recém-contratado pelo Bahia , o técnico Cristóvão Borges comandou seu primeiro treino com todos os atletas à disposição nesta terça-feira, no Fazendão, em Salvador. Com um discurso confiante, o novo comandante tricolor pediu união para tirar o clube da crise.

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"Nós estamos chegando para unir forças, porque sabemos das dificuldades. O Bahia é um clube de tradição, que tem uma torcida impressionante e, com muita dedicação, não tenho dúvidas de que vamos sair dessa", afirmou em entrevista ao jornal Correio .

Revelado pelo Tricolor, Cristóvão foi bicampeão estadual em 1977 e 1978. Segundo o treinador, essa identificação com o clube ajudará na reconstrução da equipe. "Sou cria daqui, conheço o clube e sei da força que tem", disse.

As seguidas goleadas sofridas para o maior rival, Vitória, no entanto, ainda deixam resquícios no elenco tricolor. Para superá-los e fazer um bom papel no Campeonato Brasileiro, o técnico admite a necessidade por reforços.

"Tomaremos atitudes, porque precisamos de algumas modificações. A equipe precisa ser reforçada e temos consciência disso", afirmou, apesar de se negar a citar os nomes que despertam interesse.

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"Citar nomes não é proveitoso. Venho conversando com o presidente (Marcelo Guimarães Filho) e o Anderson Barros (diretor de futebol). Isso é o que importa", completou. No treinamento desta terça-feira, o primeiro com todos os jogadores à disposição, Cristóvão já começou a mostrar o seu estilo de trabalho. Orientou os jogadores a trocarem passes rápidos e cobrou movimentação constante.

Em seguida, dividiu o elenco em dois grupos e orientou um treino tático em campo reduzido. O time titular foi praticamente o mesmo do último Ba-Vi, com exceção de Toró, que foi substituído por Fahel.

Após a atividade, que durou quase duas horas, o comandante admitiu não saber qual time colocará em campo no próximo domingo, às 16 horas (de Brasília), contra o Criciúma, em Santa Catarina, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro.

No entanto, rechaçou qualquer possibilidade de adotar um estilo defensivo e se negou a escalar o time com três volantes. "Não sou adepto desse esquema", encerrou.

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