Contra um Rafael em alta, Emerson Sheik tenta reviver melhores dias na Vila

Por Gazeta |

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Santos e Corinthians duelam neste domingo na segunda partida da final do Campeonato Paulista. A vantagem é corintiana, já que time fez 2 a 1 no primeiro jogo, no Pacaembu

Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians
Depois de passar em branco na Libertadores, Emerson quer fazer bonito na final do Paulistão

Foi na Vila Belmiro que o atacante Emerson deu um grande passo (ou um belo chute) para se tornar ídolo do Corinthians. No ano passado, o Sheik garantiu a vitória por 1 a 0 de sua equipe no estádio do Santos, nas semifinais da Copa Libertadores da América, ao acertar o ângulo em uma finalização do bico da área, sem chances de defesa para Rafael. Ultimamente, no entanto, é o goleiro adversário quem mais tem se destacado.

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Enquanto Emerson não conseguiu repetir contra o Boca Juniors o desempenho que teve na final da última Copa Libertadores da América e acabou eliminado sem ter marcado nem um gol sequer no torneio, Rafael foi decisivo para o Santos chegar à decisão do Campeonato Paulista. O goleiro defendeu pênaltis nas disputas com Palmeiras, nas quartas de final, e Mogi Mirim, nas semifinais.

Do outro lado: Santos conta com força da Vila para reverter vantagem corintiana

Rafael sabe que poderá voltar a ser decisivo para o Santos se o clássico contra o Corinthians, neste domingo, na Vila Belmiro, terminar com vitória por um gol de diferença. Dessa forma, o título será definido nos pênaltis. "A gente treina muito, tudo. Se tiver a necessidade de defender pênaltis, estarei preparado mais uma vez. Treinamos bastante, pois pênalti não é sorte, e sim preparação", comentou.

Veja imagens da primeira partida da final do Paulistão:

O volante Paulinho, do Corinthians, comemora seu gol diante do Santos, no primeiro jogo da final do Paulista. Foto: DJALMA VASSÃO / Gazeta PressO santista Neymar tenta dominar a bola, sob a marcação do corintiano Paulinho. Foto: Miguel Schincariol/ Gazeta PressO lateral santista Léo afasta a bola, sob o olhar do atacante corintiano Romarinho. Foto: DJALMA VASSÃO / Gazeta PressO técnico Tite orienta os jogadores do Corinthians durante a decisão no Pacaembu. Foto: MIGUEL SCHINCARIOL / Gazeta PressPoliciais tentam conter tumulto causado pela torcida do Santos, no Pacaembu. Foto: RENATO SILVESTRE/Gazeta PressMuricy Ramalho caminha para o banco de reservas antes do começo da decisão entre Corinthians x Santos. Foto: RENATO SILVESTRE/Gazeta PressAs musas de Santos e Corinthians marcaram a presença na final do Paulistão. Foto: Djalma Vassão/Gazeta PressAs musas do Campeonato Paulista posaram para fotos antes da partida começar. Foto: Djalma Vassão/Gazeta PressAs musas do Campeonato Paulista desfilaram em campo antes da decisão. Foto: DJALMA VASSÃO / Gazeta PressA torcida do Santos ocupou um pequeno espaço na arquibancada do Pacaembu. Foto: Djalma Vassão/Gazeta PressFaixa da torcida "Gaviões da Fiel" que fez homanagem ao Dia das Mães, no Pacaembu. Foto: FERNANDO DANTAS / Gazeta Press


Emerson, que ficou frustrado por não estar mais em campo quando a semifinal estadual com o São Paulo foi para os pênaltis, já desperdiçou duas cobranças da marca da cal no Paulistão -- nas vitórias sobre Oeste e Ituano. Naquela época, o próprio Sheik reconhecia que atravessava um péssimo momento. "Desde que saí de Nova Iguaçu, onde tive um desafio grande, este pessoal e familiar, sempre dei a volta por cima. Hoje, com 34 anos, estou vivendo um momento que não é o melhor, mas o bacana disso tudo é que tenho certeza de que vou dar a volta por cima", confiou.

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Dois meses depois, Emerson já melhorou -- perdeu e recuperou a posição de titular, é pouco substituído por Tite e deixa o astro Alexandre Pato no banco de reservas --, porém ainda não tem um motivo maior para comemorar. Com o Corinthians eliminado da Libertadores, a sua chance de consolo é justamente diante do Santos de Rafael, com um título estadual conquistado na Vila -- feito que não ocorre desde 1941.

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Rafael também quer fazer história. Se superar o Corinthians, o Santos garantirá um tetracampeonato paulista, inédito na era profissional da competição -- o Paulistano é o único a ter atingido a marca até então, em 1919, ainda no amadorismo. "Sabemos que é complicado, pois o Corinthians é uma grande equipe e conta com grandes jogadores. É difícil, mas não impossível", discursou.

Em comum, Emerson e Rafael têm a característica de tentar desestabilizar seus oponentes emocionalmente. O atacante aposta na irreverência (algumas vezes, até em dentadas) para se aproximar do gol, e o goleiro é do tipo que se movimenta muito sobre a linha na hora de um pênalti. "Como eu disse, estamos preparados para tudo. Mas queremos evitar os pênaltis e tentar vencer no tempo normal", sorriu o santista, animado para tentar acabar com a feliz lembrança que o Sheik guarda da Vila Belmiro.

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