O principal foco das atenções na decisão deste domingo, às 16 horas (de Brasília), na Vila Belmiro não será a rivalidade, mas sim a arbitragem

Corinthians e Santos são os últimos campeões paulistas. Estão frente a frente em uma final pela terceira vez em cinco edições do Estadual. De carrasco do Corinthians , Neymar passou ser acusado de não brilhar contra o rival. Mas o principal foco das atenções na decisão deste domingo, às 16 horas (de Brasília), na Vila Belmiro não será a rivalidade, mas sim a arbitragem.

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"Os últimos jogos têm sido pegados e acho que não vai fugir disso. Se conseguirmos sair na frente vai ser uma vantagem enorme. Sabemos das dificuldades na Vila, ainda mais se sair atrás do placar. Vamos manter o que temos feito contra eles e ficaremos perto do título. Não acirra a rivalidade, acho que já chegou no extremo. São jogos disputados e todos já conhecem o que cada um tem de bom e de ruim. Já esta no limite", opinou o zagueiro Paulo André.

Enquanto o Santos aproveitou a longa semana para recuperar os jogadores e escolher o melhor esquema para tentar reverter a desvantagem corintiana, a equipe da capital vive fase turbulenta. Mesmo com o título nas costas, o time de Parque São Jorge sucumbiu nas oitavas de final da Copa Libertadores da América diante do Boca Juniors.

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E se foi prejudicado por Carlos Amarilla na última quarta-feira, o Corinthians já teme que a arbitragem possa atrapalhar o clássico decisivo do Campeonato Paulista. O juiz escalado para a final é Rodrigo Braghetto, em quem Paulo André garante confiar. Sobre a partida de ida, porém, o defensor considerou a escalação do bandeira Emerson Augusto de Carvalho como desnecessária, já que o auxiliar ficou ‘famoso’ pelo impedimento triplo não marcado na vitória santista por 3 a 2 no Campeonato Brasileiro do ano passado.

"O bandeira que validou aquele gol estava na semana passada. São riscos que não sei se são calculados, mas foi uma exposição desnecessária para um cara que é tão profissional. Já o Braghetto todos conhecem e eu torço para que ele tenha uma grande tarde. É impossível que ele não erre, mas espero que ele pelo menos seja justo. Tem que ter atenção para que não se repitam os erros de arbitragem", afirmou.

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Paulo André, no entanto, lembra que os juízes não serão os únicos adversários do Corinthians e pede que os companheiros esqueçam o que aconteceu na Libertadores. Principalmente por ver no time treinado por Muricy Ramalho mais qualidade técnica do que o algoz Boca Juniors.

"Nossa cabeça está boa. Não tem muito o que chorar de leite derramado. Estamos confiantes, temos a vantagem e seria uma grande volta por cima para quem sofreu tanto. O título será justo e merecido se encaixarmos bem nosso jogo. O Santos tem mais qualidade. O Boca jogou trancado e marcando muito desde a saída de bola, talvez sejam essas as diferenças. O Peixe com qualidade e o Boca determinado no aspecto tático", analisou.

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