“O Amarilla deveria estar preso”, diz diretor de futebol do Corinthians

Por iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

Roberto de Andrade afirmou que o árbitro paraguaio "veio a mando de alguém" e apitou sob encomenda no Pacaembu

Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians
Tite se dirige para cumprimentar trio de arbitragem após partida contra o Boca Juniors

A pífia atuação do árbitro Carlos Amarilla no empate entre Corinthians e Boca Juniors, na quarta-feira, no Pacaembu, deixou uma certeza no diretor de futebol Roberto de Andrade: o paraguaio apitou com uma missão que cumpriu à risca, eliminando o atual campeão da Copa Libertadores da América. O dirigente do clube foi direto nas críticas, dizendo que não precisava nem de interpretação nas suas palavras.

Leia mais: Arbitragem erra, Riquelme decide e Corinthians é eliminado da Libertadores

"O Amarilla veio apitar com uma encomenda, e devolveu certinho: tirou o Corinthians da Libertadores", falou Roberto de Andrade à Rádio Globo. "Não existe dúvida. Não há como negar o que estou dizendo. O Amarilla deveria estar preso, mas conseguiu escapar ontem. E não foi só o juiz. Os bandeiras pareciam estar mal colocados de propósito", acrescentou.

Riquelme comemora gol do Boca contra o Corinthians. Foto: Miguel Schincariol / DivulgaçãoPaulo André tenta tirar a bola de Blandi. Foto: Nelson Antoine/APPaulinho cabeceia para marcar gol de empate do Corinthians. Foto: SERGIO BARZAGHI / Gazeta PressPaulinho celebra gol de empate do Corinthians. Foto: Nelson Antoine/APGuerrero tenta escapar da marcação contra o Boca Juniors. Foto: Andre Penner/APGuerrero protege a bola do zagueiro no primeiro tempo. Foto: SERGIO BARZAGHI / Gazeta PressCássio grita com a defesa corintiana na partida diante do Boca Juniors. Foto: Miguel Schincariol/ DivulgaçãoEmerson domina a bola na ponta de campo. Foto: SERGIO BARZAGHI / Gazeta PressTorcedores corintianos preparam mosaico no Pacaembu. Foto: Pedro Taveira/iG São PauloPolicial filma os torcedores do Boca na chegada ao Pacaembu. Foto: Reprodução/TV Olé


Mesmo inconformado, Roberto de Andrade descartou a possibilidade de acionar a Conmebol contra Amarilla. "É perda de tempo. Se eu preencher um documento, vou gastar o papel e a tinta da máquina à toa. O que posso é falar sobre o sistema falido do futebol sul-americano, do brasileiro e do paulista. O mundo inteiro viu as imagens, e nem um dirigente sequer se manifestou a favor do Corinthians pelas barbaridades que o juiz fez. Da nossa parte, são palavras ao vento, um desgaste que não traz solução, infelizmente. Só nos sobra indignação", lamentou.

Sobraram também algumas teorias conspiratórias para os corintianos. "O Amarilla veio a mando de alguém. Só não sei quem. Se eu soubesse, não pouparia, mas não dá para saber o interesse nessas coisas nebulosas nas Confederações Sul-americana e Brasileira", suspeitou novamente Roberto de Andrade, sem levar em consideração o fato de o árbitro ser do Paraguai, onde a Conmebol está sediada. "Se for por isso, vamos todos morar no Paraguai."

Apesar de não querer viver no Paraguai, o diretor de futebol do Corinthians reconheceu a necessidade de manter uma boa relação com a Conmebol para se sair bem na Libertadores. "Futebol se ganha dentro de campo, com transparência e honestidade. Quando não é assim, podem dormir na porta da Conmebol, que não vão atender. Aqui, no Corinthians, ninguém é bobo, todos sabem que é necessário ter um relacionamento. Mas, quando você não é o escolhido, esquece, não vai mudar. Quem sabe é a vez de o Kalil ser campeão? Não foi a do Corinthians", concluiu Roberto de Andrade, citando Alexandre Kalil, presidente do Atlético-MG, que tem se aproximado dos mandatários sul-americanos.

Leia tudo sobre: corinthianscarlos amarillalibertadores 2013igsp

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas