"Ninguém do nosso elenco é inegociável. O Valdivia não é exceção", avisou o presidente do Palmeiras

O Palmeiras não contou com o seu jogador mais caro na partida em que acabou eliminado da Copa Libertadores da América. A ausência do meia Valdivia na derrota por 2 a 1 para o Tijuana , na quarta-feira, foi sentida pelo presidente Paulo Nobre - que não descarta a possibilidade de perder o chileno definitivamente.

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"O Valdivia fez muita falta. É um jogador extremamente criativo, mas que vem atravessando uma fase com contusões chatas", definiu o mandatário, já acostumado ao desfalque do meia, paciente recorrente do departamento médico do Palmeiras.

Valdivia, meia do Palmeiras
Miguel Schincariol/Gazeta Press
Valdivia, meia do Palmeiras

Adotando uma política de contenção de despesas desde que assumiu a presidência, Paulo Nobre não se omite a avisar que Valdivia está no mercado, assim como qualquer jogador do Palmeiras. Foi o que ele falou mais de uma vez após a desclassificação na Libertadores.

"Ninguém do nosso elenco é inegociável. O Valdivia não é exceção. Se vierem boas propostas, é normal que a negociação ocorra", disse Nobre. "Mas, a princípio, ele é jogador do Palmeiras", ressalvou.Muito querido pelo que produziu em sua primeira passagem pelo Palmeiras, Valdivia dividiu a torcida por ter contribuído pouco com o time desde o seu retorno ao clube. As seguidas lesões, no entanto, ainda não fizeram com que ele tivesse o mesmo destino de outros atletas capazes de cativar os palmeirenses.

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No início do ano, o centroavante Barcos decidiu trocar o Palmeiras pelo Grêmio. A negociação trouxe jogadores como o promissor Leandro ao time paulista, que não pôde utilizar na Libertadores os reforços já inscritos no torneio pelos gaúchos.

"Já sabíamos que alguns deles não poderiam jogar. O nosso elenco completo tem jogadores de ataque eficientes, que estão nos planos para a Série B", afirmou Paulo Nobre, atento não apenas a saída de atletas do elenco. "Se aparecer alguém bom, o Palmeiras pode se interessar", avisou.

Dívidas
Enquanto convive com desfalques como o de Valdivia, a diretoria do Palmeiras também trabalha para honrar os seus compromissos. O clube está em dívida com boa parte dos jogadores, alguns dos seus "principais credores", nas palavras do presidente Paulo Nobre.

"Mas é claro que vamos pagar tudo quando houver possibilidade. Os jogadores que estão aqui há mais tempo têm dois meses de direitos de imagem atrasados, mas nunca deixamos vencer o terceiro mês. As parcelas das luvas de alguns também foram deixadas de lado pela gestão passada. Fora isso, o resto está em dia", explicou o mandatário.

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