Gilson Kleina afirma que Palmeiras viraria o jogo se tivesse gol validado

Por Gazeta |

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O presidente Paulo Nobre, no entanto, evitou fazer coro com Gilson Kleina. "Caímos muito fácil na catimba dos mexicanos"

O técnico Gilson Kleina tentou assumir a culpa pela eliminação do Palmeiras na Copa Libertadores da América. Não conseguiu. Mesmo quando não foi questionado sobre a atuação do venezuelano Juan Soto na derrota por 2 a 1 para o Tijuana, nesta quarta-feira, ele criticou o profissional. Chegou a dizer que o seu time teria se classificado se o gol de cabeça marcado por Kleber não fosse invalidado por impedimento.

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"Se o árbitro não anulasse o que seria o nosso segundo gol, teríamos mais força. E viraríamos o jogo", garantiu Kleina, para quem "a arbitragem foi muito confusa". "Em um jogo decisivo como esse, o árbitro precisa ter critérios mais claros. Não foi assim, e ele tirou a nossa tranquilidade. Não estou justificando nada, mas os erros aconteceram. Isso é um fato", protestou.

Kleber tenta pressionar a saída de bola do Tijuana. Foto: SERGIO BARZAGHI / Gazeta PressRiascos comemora gol do Tijuana no Pacaembu. Foto: Andre Penner/APBruno lamenta falha após primeiro gol do Tijuana. Foto: SERGIO BARZAGHI / Gazeta PressMarcelo Oliveira é desarmado em ataque do Palmeiras. Foto: SERGIO BARZAGHI / Gazeta PressTiago Real sobe mais alto que jogador do Tijauane e faz o toque de cabeça. Foto: Andre Penner/AP

Durante a partida, a maior queixa da torcida do Palmeiras contra Juan Soto era em relação à postura adotada pelo Tijuana, que fazia questão de retardar a partida. O público chegou a irritar com o fair play de sua equipe, que jogava a bola para fora para o atendimento médico aos jogadores do time mexicano.

Para coibir o Tijuana, Soto distribuiu uma série de cartões amarelos. Até mostrou o vermelho para Richard Ruíz, que ainda não havia sido punido, e precisou "cancelar" a sua decisão. No final do jogo, Aguilar, de fato, acabou expulso."Sabíamos que o Tijuana vinha aqui para não jogar futebol. Tentamos fugir da discussão, que não nos interessava, mas o árbitro colaborou com o comportamento deles", Kleina voltou a chiar.

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De qualquer forma, Juan Soto (que assinalou um pênalti para o time da casa) não era o único alvo das reclamações do técnico do Palmeiras. Ele também se lembrou de um lance do jogo de ida contra o Tijuana, quando houve empate por 0 a 0. "Lá, houve um pênalti em cima do Wesley que não foi dado. A gente poderia ter vindo com uma vantagem maior para cá", recordou.

O presidente Paulo Nobre, no entanto, evitou fazer coro com Gilson Kleina. "Caímos muito fácil na catimba dos mexicanos e ficamos enervados com o árbitro. O árbitro pode ter sido fraco no México, com o erro do pênalti, e mais ainda aqui, mas não podíamos nos abalar com isso. A gente tinha totais condições de ganhar. A minha presidência não responsabiliza a arbitragem pelas derrotas", discursou.

Por fim, o próprio Gilson Kleina se contradisse e também reconheceu: "O Palmeiras não fez um jogo bom o suficiente para sair do Pacaembu com a classificação".

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