Treinador fala que a punição era necessária e por enquanto não pretende reintegrá-lo novamente no elenco corintiano

O atacante Jorge Henrique dificilmente será reintegrado, se depender de Tite
Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians
O atacante Jorge Henrique dificilmente será reintegrado, se depender de Tite

Tite sabe que o afastamento de Jorge Henrique por indisciplina não é uma decisão popular. O atacante tem seu nome marcado na história do Corinthians , tendo sido decisivo em todas as conquistas de um período dos mais vitoriosos da história do clube.

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Por isso, ao justificar a punição ao jogador, o técnico usou várias vezes a expressão "respeito ao torcedor". Ele espera que a Fiel veja além do histórico de triunfos do camisa 23 e compreenda que a atitude foi tomada porque ele não vinha se comportando como o ídolo que é.

"O importante é o que é o melhor para o Corinthians. É o torcedor ver e falar: ‘Poxa, estão trabalhando, têm respeito ao clube’. A gente pensa no cara que paga o ingresso e não tem grana, que abre mão de um monte de coisa", afirmou o gaúcho.

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Usando a todo momento construções como "Corinthians acima de tudo" e "respeito que a entidade merece", Tite procurou puxar a torcida para o seu lado na questão. Ajudou o treinador -- e o próprio atleta na tentativa de ser reintegrado -- o pedido de desculpa de Jorge, reconhecendo o erro.

O atacante faltou ao treino do último sábado, véspera de confronto decisivo com o São Paulo, com a falsa justificativa de um problema familiar. De acordo com o treinador do Timão, não foi um caso isolado e a punição "aconteceu porque era necessária".Após a decisão do Campeonato Paulista, o Timão vai decidir o que fazer com Jorge Henrique. No momento, Tite está inclinado a não reintegrá-lo. Mas a situação não é definitiva e pode mudar especialmente em caso de título, com os previsíveis apelos dos companheiros.

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O jogador é um dos mais antigos do grupo. Chegou em 2009, sendo importante na conquista do Estadual e muito decisivo no título da Copa do Brasil. Titular no Brasileiro de 2011, marcou pelo chute no ar no jogo do título, em óbvia provocação ao palmeirense Valdivia. No histórico 2012 alvinegro, foi titular nos triunfos da Copa Libertadores e do Mundial, participando de gols nas duas decisões.

O currículo é suficiente para colocá-lo em posição de destaque na história do Corinthians. "Nada apagará essa história", como disse Mário Gobbi, mas o presidente da agremiação do Parque São Jorge terá de convencer Tite de que vale a pena dar uma nova chance ao jogador.

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