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Rogério Ceni, Paulo Henrique Ganso, Luis Fabiano e Ney Franco, os mais assediados, evitaram declarações após goleada por 4 a 1 para o Atlético-MG e saída da Libertadores

Rogério Ceni no desembarque do São Paulo no Aeroporto de Congonhas
Léo Pinheiro/Futura Press
Rogério Ceni no desembarque do São Paulo no Aeroporto de Congonhas

O elenco do São Paulo desembarcou na capital paulista no início da tarde desta quinta-feira após a eliminação da Copa Libertadores. As maiores estrelas do grupo permaneceram em silêncio e, em meio à multidão de repórteres e curiosos, ouviram o protesto solitário de um torcedor que compareceu ao aeroporto de Congonhas.

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Rogério Ceni, Paulo Henrique Ganso, Luis Fabiano e Ney Franco, os mais assediados, evitaram declarações. O atacante e o meia ignoraram todas as perguntas que lhes foram feitas. Já o goleiro e o treinador foram isolados por barreiras de seguranças e qualquer aproximação era inviável. Mas um membro da torcida organizada Independente fez valer seu protesto.

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“Foi vergonhoso, estou sem palavras”, reclamou o solitário torcedor. “Eu vim aqui porque pensei que fosse ter mais torcedor. Não tem ninguém, mas eu vim aqui para ajudar o time, dar uma criticada e só. O Juvenal está há muito tempo lá (como presidente), já passou da época dele. E os jogadores não tem nem aí”.

Os únicos que falaram com a imprensa foram o lateral Carleto, o volante Denilson e o meia Jadson. Todos, porém, repetiram o discurso dado logo depois da goleada por 4 a 1 sofrida para o Atlético-MG, no estádio Independência. “Não fomos bem, temos que ser sinceros. O Atlético foi melhor e, enfim, agora é focar no Brasileiro”, se limitou a dizer Denilson.

“Vamos agora quem sabe melhorar a parte física, tática. A gente está aí para trabalhar e tentar esquecer o que aconteceu. Vamos esperar o Brasileiro começar para tentar dar a volta por cima. É ruim sair de duas competições na mesma semana, não tem nem o que falar. É trabalhar”, afirmou Jadson.

“Agora é levantar a cabeça e pedir desculpa para a torcida”, completou Carleto.

Já o diretor de futebol Adalberto Baptista insistiu que nada muda dentro do clube e Ney Franco será mantido como treinador.

O São Paulo volta a campo somente no próximo dia 26, quando fará sua estreia pelo Campeonato Brasileiro. O primeiro desafio da equipe será contra a Ponte Preta, em Campinas.