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"Já não chega ter que responder as perguntas de vocês (jornalistas), depois de uma derrota... Não vou fazer projeção nenhuma de futuro, não tenho condição", disse o camisa 1

Último atleta do elenco são-paulino a deixar o Independência, na madrugada desta quinta-feira, Rogério Ceni, frustrado pela queda nas oitavas de final da Libertadores, não quis confirmar se a derrota por 4 a 1 para o Atlético-MG , em Belo Horizonte, havia sido sua última partida na competição continental.

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"Já não chega ter que responder as perguntas de vocês (jornalistas), depois de uma derrota... Não vou fazer projeção nenhuma de futuro, não tenho condição", disse o camisa 1, que ficou mais tempo no estádio por ter sido o escolhido para passar pelo exame antidoping.

Diferentemente da felicidade da última rodada da fase de grupos, quando venceu o Atlético no Morumbi e se credenciou a enfrentar o próprio time mineiro na fase seginte, Ceni não escondia a tristeza pela goleada sofrida e a consequente desclassificação.

"O sentimento é de frustração por não conseguir levar o São Paulo adiante na competição. Temos que ser realistas. O Atlético foi superior ao nosso time. Muito superior aqui e, no Morumbi, quando jogou com 11 contra 10, também. A gente fica triste, extremamente chateado, mas não podemos dizer que perdemos de forma injusta. Muito pelo contrário", lamentou.

Embora tenha voltado atrás e não confirme mais sua aposentadoria ao fim do ano, a atuação em Minas Gerais deve, sim, ter sido sua despedida na Libertadores, na qual marcou 14 gols em 81 jogos. A marca o faz artilheiro do São Paulo no torneio, do qual ele é bicampeão (1993 e 2005).

Se o time conseguir classificação para voltar a disputá-lo em 2014, no entanto, não seria espantoso que ele decidisse prolongar a carreira por mais uma temporada.