Eliminação do São Paulo da Libertadores foi determinada por sete erros; confira

Por Pedro Taveira - iG São Paulo |

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Craques deixando a desejar, indefinição tática e diretoria fora de sintonia com o time foram alguns dos problemas; time perdeu por 4 a 1 do Atlético-MG e está fora da Libertadores

Eliminado da Copa Libertadores pelo Atlético-MG, o São Paulo pagou o preço por uma série de erros cometidos desde o começo da temporada. A queda precoce na competição continental, a sexta seguida para equipes brasileiras, não foi determinada na derrota por 4 a 1 da última quarta-feira, mas sim sendo escrita ao longo do ano.

Craques deixando a desejar, indefinição de esquema tático e diretoria fora de sintonia com o time foram alguns dos problemas. O iG Esporte selecionou os sete pecados que foram determinantes para este novo fracasso são-paulino na Libertadores. Confira:

LEIA: 'Caiu no Horto, tá morto': Atlético-MG goleia São Paulo e avança na Libertadores

Lúcio foi expulso no jogo de ida contra o Atlético-MG e ajudou a mudar partida totalmente favorável ao São Paulo. Foto: MARCELO FERRELLI/Gazeta PressExpulsão tirou Luis Fabiano de quatro jogos, incluindo o de ida das oitavas de final contra o Atlético-MG. Foto: Marcelo Ferrelli/ Gazeta PressRogério Ceni: desatenção contra Atlético-MG e falha contra o The Strongest. Foto: Getty ImagesIndefinição tática: Ganso começou ano como titular, foi para o banco de reservas e voltou a ser titular. Foto: Gazeta PressJoão Paulo de Jesus Lopes criticou time, enquanto Adalberto Baptista foi para Portugal em dia de jogo. Foto: Gazeta PressSaída de Cortez do time titular foi apenas uma das indefinições nas laterais do São Paulo. Foto: Flickr/Atlético-MGCom exceção à vitória sobre o Atlético-MG na fase de grupos, São Paulo foi um time "sem alma". Foto: Miguel Schincariol/ Gazeta Press

Maior contratação do ano, Lúcio deixa a desejar
Pentacampeão mundial com a seleção brasileira em 2002, Lúcio foi contratado com a missão de dar experiência ao time que voltaria a disputar a Libertadores depois de dois anos de ausência. No entanto, o “xerife” não engrenou: foi expulso no duelo de ida contra o Atlético-MG e prejudicou a equipe que até então dominava a partida. Em março, o zagueiro se desentendeu com Ney Franco na derrota para o Arsenal na fase de grupos e disse que quando deixou o gramado, o duelo que terminou 2 a 1 para os argentinos estava 0 a 0. Por isso, chegou a ficar alguns jogos no banco de reservas como represália.

Luis Fabiano falha em momentos decisivos
O São Paulo desembolsou 7,6 milhões de euros para trazer Luis Fabiano de volta em março de 2011. E até agora o investimento não foi justificado dentro de campo. Esquentado, o camisa 9 prejudicou a equipe ao ser expulso por reclamação depois do apito final do empate com o Arsenal em casa e pegar suspensão de quatro jogos. Se não tivesse sido punido, estaria em campo na derrota da semana passada para o Atlético-MG. No ano passado, recebeu cartão vermelho no primeiro confronto da final da Copa Sul-Americana contra o Tigre e desfalcou o time no duelo de volta.

VEJA: Dirigente banca Ney Franco no comando do São Paulo após eliminação

Rogério Ceni acumula falhas
O capitão tricolor está longe de ser o excelente goleiro que já foi e falhou em pelo menos duas partidas: na estreia são-paulina na fase de grupos, contra o Atlético-MG, Rogério deu água para Ronaldinho enquanto a bola estava parada em vez de avisar sua defesa que o meia estava livre. Na sequência do lance, o camisa 10 criou um gol para os mineiros. Diante do The Strongest, na Bolívia, que o São Paulo perdeu por 2 a 1, Ceni estava adiantado no primeiro gol e espalmou para dentro no segundo.

Esquema tático órfão de Lucas
O 4-3-3 de Ney Franco fez sucesso no segundo semestre de 2012, com Osvaldo e Lucas pelas pontas. Mas desde a venda do antigo camisa 7 para o Paris Saint-Germain, o treinador sofre para encontrar o esquema tático ideal. Começou o ano no 4-4-2 com Jadson e Ganso na meia, mudou de ideia na partida seguinte, improvisando Aloísio ou Douglas como pontas e voltou ao original diante do Atlético-MG. Em quase quatro meses de indefinição, o time perdeu boa oportunidade de se entrosar melhor.

Indefinição nas laterais
Ney Franco começou o ano com Douglas e Cortez como titulares nas laterais direita e esquerda, respectivamente, mas foram Paulo Miranda e Carleto que estiveram em campo diante do Atlético-MG. Na esquerda, o camisa 6 caiu muito de rendimento e perdeu a vaga, mas o substituto pouco produziu. Na direita, Rodrigo Caio chegou a atuar improvisado, mas quem recebeu a confiança do treinador para o setor foi o zagueiro Paulo Miranda. Já Douglas jogou como atacante.

Diretoria fora de sintonia com equipe
Em pelo menos dois momentos, dirigentes são-paulinos mostraram estar em falta de sintonia com o time. Depois da vitória por 2 a 1 sobre o The Strongest, o vice-presidente de futebol João Paulo de Jesus Lopes disse estar envergonhado com a atuação. Já no duelo de volta, que acabou em derrota pelo mesmo placar, o diretor Adalberto Baptista preferiu ir para Portugal participar de uma corrida de Porsche.

Time “sem alma”
Com exceção à vitória sobre o Atlético-MG na fase de grupos, o São Paulo foi uma equipe “sem alma” nesta Libertadores. No jogo de volta contra o Bolivar, ainda na primeira fase, o time abriu 3 a 0, se acomodou e viu o adversário virar para 4 a 3. Diante do Arsenal, na Argentina, teve pouco poder de reação quando tomou o segundo gol na derrota por 2 a 1. O mesmo vale para a queda diante do The Strongest, na Bolívia. Na última quarta, contra o Atlético-MG, a equipe pouco conseguiu fazer para evitar a goleada por 4 a 1.

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