Presidente palmeirense lembra que só uma pequena parte dos R$ 300 milhões do acordo de naming rights irá para o clube paulista

Paulo Nobre, presidente do Palmeiras
Gazeta Press
Paulo Nobre, presidente do Palmeiras

A seguradora alemã Allianz aceitou pagar R$ 300 milhões para ter seu nome no reformado Palestra Itália por 20 anos. O acordo gera comemoração no Palmeiras , mas não alívio. O presidente Paulo Nobre lembra que só uma pequena parte desse montante será repassada ao clube e, embora seja significativa, não é suficiente para diminuir o rombo financeiro atual.

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"Esse dinheiro não vai entrar agora e o Palmeiras tem uma porcentagem que entra anualmente do contrato entre WTorre e Allianz. Não adianta imaginar que esse acordo já vai trazer o equilíbrio financeiro que o Palmeiras precisa", ponderou o dirigente.

O Verdão terá um aumento progressivo na parte que lhe cabe pela venda dos naming rights de seu estádio - quase todo o dinheiro ficará com a WTorre, que topou bancar a reforma da arena contanto que a administrasse por 30 anos, até 2040.

Nos 20 anos de parceria com a Allianz, o Palmeiras receberá 5% do valor anual pago à WTorre nos primeiros cinco anos, 10% do valor anual nos cinco anos seguintes, 15% do valor anual nos outros cinco anos e 20% do valor anual nos cinco últimos anos do contrato, no qual a seguradora tem prioridade para renovar por mais dez anos ao seu final.O dinheiro que ficará nos cofres palmeirenses gera comemoração, mas com ponderação. "Precisamos de muito trabalho e muita austeridade financeira durante os próximos dois anos para entregarmos ao próximo presidente um Palmeiras melhor do que o Palmeiras que pegamos", disse Paulo Nobre, cujo mandato acaba em dezembro de 2014.

A cautela para não considerar o dinheiro uma solução, porém, não significa desmerecimento da nova renda garantida na receita do Verdão. "A Allianz está de parabéns por ter unido a sua marca a um dos maiores clubes do mundo, que é o Palmeiras. Está de parabéns também a WTorre pela pro-atividade de ter conseguido esses naming rights com uma empresa séria como a Allianz", elogiou Nobre, que ainda tenta quitar os dois meses atrasados de direitos de imagem (maior parte do salário) que seu antecessor, Arnaldo Tirone, deixou de pagar no ano passado.

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