Juvenal Juvêncio chama Independência de arapuca e diz: 'Não conhecem o Cuca'

Por Gazeta |

compartilhe

Tamanho do texto

Presidente do São Paulo aponta artimanha do técnico do Atlético-MG horas antes de duelo decisivo pela Copa Libertadores

Gazeta Press
O presidente Juvenal Juvêncio falou antes de duelo decisivo pela Libertadores

Horas antes da partida contra o Atlético-MG, o presidente do São Paulo fez críticas ao Independência, palco usado pelo time mineiro nos jogos em Belo Horizonte. Além de criticar as condições do estádio que receberá a partida desta quarta-feira, pelas oitavas de final da Copa Libertadores, Juvenal Juvêncio fez críticas ao técnico adversário Cuca, com quem trabalhou em 2004.

Atlético-MG ou São Paulo: quem avança na Libertadores? Opine

"Vai ser um jogo com manha, com jogadinha. O Cuca vai fazer isso, vai fazer aquilo. Nós o conhecemos. Vai ser um jogo, imagino, truncado, por causa do nervosismos, da manha, de jogarem em casa. Eles têm um estádio enorme, jogam em um pequeno. Aquelas coisas do futebol brasileiro", iniciou o dirigente, em entrevista à ESPN Brasil.

"É uma arapuca, com barulho fantástico. Você tem que atravessar no meio da torcida adversária, uma coisa maluca. Não se pode nem chamar de estádio. Aquilo foi uma emergência ao Mineirão. O Mineirão está pronto, mas não se joga lá", emendou, questionado a "mentalidade do dirigente futebolístico", mas evitando crítica direta a Alexandre Kalil, mandatário atleticano.

Cuca, que já dirigiu o São Paulo sob sua administração, não foi poupado da mesma forma. Juvenal deu a entender que, na partida de ida das oitavas, na quinta-feira passada, o treinador do Atlético usou de artifício para colocar seus jogadores contra as condições oferecidas no Morumbi.

Leia mais: Lucas volta ao São Paulo para usar o Reffis e tratar dor nas costas

"Vocês não sabem quem é o Cuca. No vestiário visitante, queixaram-se de que não tinha água quente. Lá não tem esses equívocos. Lá não tem esses equívocos", esbravejou, elevando o tom de voz. "Antes do jogo, como sempre faz, nosso encarregado havia testado a parte elétrica, a água, e estava tudo perfeito. Depois, procuramos defeito e não achamos. No dia seguinte, a caixa (d'água) encheu, e tinha água quente. Ninguém mexeu. Esvaziaram a caixa para não ter água. Por quê? Para os jogadores ficarem indignados no jogo de volta".

O dirigente falou ainda que enfrentou restrições para que seu time treinasse no Independência, na terça-feira. "Não queriam nos deixar usar chuteira. Acabamos entrando de tênis, depois pusemos chuteira", falou, ao negar que tenha feito o mesmo na final da Sul-americana de 2012, quando o Tigre foi impedido de reconhecer o gramado do Morumbi. "Não se pode treinar em um campo depois da chuva. A grama estava amarela, era uma situação técnica", desconversou.

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas