Torcedor do Atlético-MG queria indenização na Justiça por conta de um suposto erro de arbitragem em 2007, mas teve pedido negado

Vários torcedores espalhados pelo país, que assistiram a jogos de diferentes campeonatos poderiam acionar a Justiça contra a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) por se sentirem prejudicados pelos erros de arbitragem. Contudo, uma decisão do Superior Tribunal de Justiça, nesta terça-feira, livrou a instituição máxima do futebol nacional de pagar indenizações a cada torcedor que se sentisse lesado nesses casos.

O caso julgado nesta terça é de um torcedor do Atlético-MG, Custódio Pereira Neto, que pediu indenização porque o árbitro Carlos Eugênio Simon não teria marcado um pênalti a favor de seu time em duelo com o Botafogo, pela Copa do Brasil de 2007.

Custódio alegou que a paixão do torcedor seria explorada pelo mercado e que a CBF, dona de milhões de reais, estaria escolhendo mal os árbitros.

Em favor da Confederação, Luiz Eduardo Sá Roriz defendeu que os erros são normais e que não se pode exigir perfeição da escala de árbitros. No fim, o erro foi considerado factual e não por falta de perícia, tendo a ministra Maria Isabel Galotti concluído que a punição da CBF neste caso, faria com que milhares de pessoas viessem a acionar a Justiça.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.