Osório Henrique Furlan Júnior, que desembolsou quase R$ 6 milhões para o Palmeiras contratar Valdivia, detém 36% dos direitos econômicos do jogador

Um dos maiores responsáveis pela volta de Valdivia ao Palmeiras, há quase três anos, faz força para vê-lo fora do clube. Osório Henrique Furlan Júnior, que desembolsou quase R$ 6 milhões para o retorno do chileno, detém 36% dos direitos econômicos do meia e já avisou a Paulo Nobre que o presidente tem seu aval para se desfazer do jogador. E até se animou com rumores sobre o interesse do River Plate.

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"Tem umas notícias por aí de que o River estaria interessado no Valdivia, mas não existe proposta", disse Osório Furlan. "Já autorizei o Paulo Nobre a ouvir qualquer proposta, contanto que esteja comigo junto. Falei para ele me chamar para conversar e que o negócio aconteça comigo na mesa. Ele é meu amigo, temos muito diálogo", explicou.


O investidor acredita que o clube deveria estar tão apreensivo quanto ele, já que o Palmeiras ainda vai gastar cerca de R$ 36 milhões com Valdivia até 2016. "O que vier, é para diminuir o ‘preju’, tanto para mim quanto para o Palmeiras. Ou eu e o Palmeiras vamos perder tudo?", indagou.

"O Palmeiras tem que arrumar o Valdivia e passar para frente, não adianta. Há dois anos só se machuca, não tem uma sequência. Só jogou bola quando o Palmeiras precisou contra o Grêmio e o Coritiba, depois nunca mais. Quando precisou dele no Paulista e na Libertadores, ele não jogou", criticou Osório Furlan, que já se desentendeu publicamente com o jogador e se recusa a conversar com ele.

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O conselheiro avisa que emprestá-lo não seria interessante para ninguém, pois teme que o camisa 10 "se arrebente e seja devolvido pior". Para reforçar sua posição, o investidor quer falar mais uma vez pessoalmente com o presidente nesta quarta-feira, com o objetivo de entender que Valdivia está realmente machucado - alegando dores na coxa direita, mesmo com exames mostrando que a lesão não está cicatrizada, o meia não joga desde 14 de março e não deve enfrentar o Tijuana na terça-feira.

"Estou tentando agendar essa reunião com o Paulo Nobre para ver o que fazer. Quero conversar abertamente, saber qual é o problema do Valdivia, se tem cura, se está fazendo manha para ser vendido... Não dá para entender", afirmou. "Se não jogar, não vai ter proposta. Se eu estivesse interessado no Valdivia, o esperaria voltar para ver como está, esperaria uma sequência dele. Quem faz proposta em cima de um jogador que está há 60 dias parado e tem um passado de contusões?"

Osório Furlan diz que, nesta passagem, o meia só foi decisivo quando tinha uma proposta de um clube do Catar, no ano passado. "Por que ele jogou naquelas duas partidas da Copa do Brasil? Para ser vendido para o Catar. Mas o Tirone me ofereceu menos do que eu tinha direito e melei tudo", lembrou o conselheiro, alegando que o ex-presidente quis convencê-lo a aceitar só R$ 2 milhões dos cerca de R$ 10 milhões oferecidos pelo Mago no ano passado - o investidor tinha direito a R$ 3,6 milhões.

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Para diminuir seu prejuízo, o conselheiro não aceita só dinheiro. "Tenho direito a 36% do que for oferecido. De repente, pego isso de outros jogadores do Palmeiras. O Palmeiras não tem dinheiro para me pagar, então aceito essa negociação. Não tenho muita opção", falou Osório Furlan, admitindo até abrir mão de sua ideia inicial de não investir mais em jogadores para não perder tudo que desembolsou por Valdivia.

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