Na volta ao Brasil, técnico do Palmeiras festeja empate sem gols mas não quer que resultado seja supervalorizado para o duelo de volta pelas oitavas da Libertadores

Gilson Kleina diz que Palmeiras cumpriu objetivo no México
Gazeta Press
Gilson Kleina diz que Palmeiras cumpriu objetivo no México

Gilson Kleina embarcou para o México preocupado em não repetir Barcelona e Real Madrid, que se complicaram logo no primeiro jogo das semifinais da Liga dos Campeões e acabaram eliminados. O Palmeiras , porém, cumpriu o objetivo de não sofrer gols e ficou no 0 a 0 com o Tijuana, no México, na ida das oitavas de final da Copa Libertadores. Mas a vantagem é apontada pelo técnico de outra forma.

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O treinador interpreta que o maior ganho de sua equipe foi adquirir confiança. Para atuar na cidade próxima à fronteira entre México e Estados Unidos, os jogadores enfrentaram o cansaço do clássico de sábado, em Santos, que culminou na eliminação no Paulista, 17 horas de viagem e ainda a grama sintética. Mas voltou sorrindo.

"O que trouxemos realmente de Tijuana, de toda essa logística, de todo esse jogo e da grama diferente, foi a confiança para fazer o resultado dentro de casa. Isso que faz a única diferença", apontou o técnico, em claro discurso de que o empate sem gols não pode ser supervalorizado visando o jogo de volta, no dia 14, no Pacaembu.

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"Com esse 0 a 0, se o adversário conseguir fazer um gol em São Paulo, teremos de fazer dois. Temos de trabalhar o psicológico dessa forma. Mas temos a confiança de poder fazer a decisão do lado do nosso torcedor e de que, com o placar mínimo, o Palmeiras passa", comentou Gilson Kleina. O objetivo é evitar qualquer comemoração exagerada ao longo das quase duas semanas antes do novo confronto com os mexicanos. "Fomos competentes, tivemos mérito de fazer o resultado. Porém, não ganhamos nada. Não tem nada de empolgação. É pé no chão, temos de trabalhar e correr bastante aqui", já cobrou o comandante.

E os atletas entenderam bem o recado de valorizar a confiança que adquiriram. "O resultado no México foi muito bom do ponto de vista psicológico. Todos sabem como as coisas funcionam no Palmeiras. Se tivéssemos perdido, seriam 12 dias difíceis pela frente, com muita pressão. Iríamos escutar muito mais. Agora temos de aproveitar para treinar, estudar o adversário e buscar a vitória", falou Márcio Araújo.

Dedicação é a promessa de todos no clube. "Não ter perdido foi bom. Enfrentamos muitas dificuldades, foi complicado e trouxemos uma vantagem pequena na bagagem. Vamos descansar e depois trabalhar forte para o jogo de volta", prometeu Henrique.

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No México, Kleina já reclamou que o time se complicou ao tentar inventar, e a ordem também foi bem entendida. No desembarque, os jogadores falaram em fazer o simples. "Temos de fazer a mesma coisa, não pode mudar. Com pezinho no chão, porque não ganhamos nada ainda e isso precisa ficar claro. É jogar com inteligência e tranquilidade que, se Deus quiser, vamos conseguir nosso objetivo: a classificação", projetou Charles.

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