Técnico corintiano lembrou da frieza da cavadinha do atacante no goleiro Orión no jogo de ida da final da Libertadores do ano passado

Romarinho não deixou de ser um cara desligado. A impressão passada à comissão técnica do Corinthians é que ele não tem a dimensão dos momentos que vivencia, como o histórico gol marcado em La Bombonera na decisão da última Copa Libertadores.

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“Eu até falei com ele depois: ‘Bate na (pausa) da bola, pô, não dá cavadinha’”, sorriu Tite, deixando claro em sua entonação o palavrão omitido. “Alguns momentos não são propriamente de raciocínio. São de luz, de criatividade, de intuição. Ele estava iluminado.”

Aquela cavadinha do atacante encobriu Orión, definiu o empate por 1 a 1 em Buenos Aires e deu tranquilidade ao Timão para fazer 2 a 0 e conquistar a América do Sul no Pacaembu. De lá para cá, apesar de não ter mudado em sua essência, o jogador de 22 anos cresceu.

“Ele está amadurecendo, como todo atleta jovem. Está tendo a oportunidade e aproveitando. Não foi fácil leva-lo ao banco naquele jogo do ano passado, tive que tirar o Willian. Surgiu a possibilidade, e ele fez o que fez. Não sei se foi talento, se foi gelo, se foi irresponsabilidade. Mas que bom!”, vibrou.Agora, a situação é diferente. Romarinho já não é mais a surpresa que acabou de chegar do Bragantino e apareceu para calar a Bombonera e se apresentar à Fiel. É titular do time, com Alexandre Pato no banco de reservas, e tem uma responsabilidade maior. Provavelmente, não sabe disso.

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