A frase é uma justificativa à falta de contratações para as oitavas de final da Libertadores, o que frustrou até Gilson Kleina

Paulo Nobre, presidente do Palmeiras
Gazeta Press
Paulo Nobre, presidente do Palmeiras

O Palmeiras sofreu nesse sábado sua primeira eliminação em um torneio na gestão de Paulo Nobre. E a derrota para o Santos nos pênaltis, nas quartas de final do Campeonato Paulista, não mudou os planos do presidente. A quem cobra reforços, o dirigente ressalta a confiança no elenco com um pedido que parece um pedido para os contestadores se conformarem.

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"Esse é o time do Palmeiras para 2013", disse o mandatário, que tem adotado a frase desde quando completou dez contratações, efetuadas em menos de dois meses do dirigente à frente do clube. A quem vê falta de qualidade no grupo, Nobre também argumenta. "Alguns jogadores ainda estão contundidos."

A frase é uma justificativa à falta de reforços para as oitavas de final da Libertadores, o que frustrou até Gilson Kleina, que pediu a chegada de um atacante e só recebeu o meia Serginho, do Oeste - 11º reforço trazido por Nobre. O técnico até abriu mão de uma das três mudanças entre os inscritos a que tinha direito, colocando Serginho e o zagueiro André Luiz e deixando o meia Rondinelly e o lateral esquerdo Fernandinho fora.

Agora, o Verdão só poderá colocar outro nome em sua lista caso passe pelo Tijuana, mas Nobre não dá nenhuma esperança de novos contratados. A aposta de Kleina segue nos médicos, que tratam hoje de atletas com chances de serem titulares, como Fernando Prass, Valdivia, Vilson e Patrick Vieira. E todos podem ser úteis na Série B do Brasileiro, prioridade no ano para a diretoria.

"Não prometo absolutamente nada. Prometo muito trabalho não só meu, mas como de toda diretoria, e prometo estar atento a todas as oportunidades que aparecerem no mercado", comentou Nobre, culpando a situação financeira do clube.

"Estamos sempre atentos a bons jogadores que possam vir a compor esse elenco, mas temos de respeitar nosso momento financeiro e fazer contratações, caso surjam, de forma cirúrgica", disse o presidente, que tentou, e não conseguiu, ser preciso ao consultar a disponibilidade do Benfica em ceder Alan Kardec - o Palmeiras não tem os R$ 10 milhões exigidos pelo clube português.

Por isso, a garra terá que continuar sendo a marca do time. "Esse grupo é forte, comprometido e muito unido. Todos os jogadores que estavam contundidos fizeram questão de estar junto com o elenco em Santos. É uma demonstração de unidade que me deixa muito satisfeito", elogiou Nobre.

*Com Gazeta

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