Juninho lembra dia em que fez dois jogos: "Hoje o calendário está uma maravilha"

Por Pedro Taveira - enviado iG a Itu |

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Pelo São Paulo, ex-jogador e hoje diretor do Ituano enfrentou Sporting Cristal pela Copa Conmebol e Grêmio no Brasileirão em 16 de novembro de 1994

Gazeta Press
Juninho Paulista foi revelado pelo Ituano e defendeu o São Paulo de 1993 a 1995

O dia era 16 de novembro de 1994. Às 20h, o São Paulo venceu o Sporting Cristal por 3 a 1 em jogo válido pela Copa Conmebol. Duas horas mais tarde, o time derrotou o Grêmio pelo mesmo placar em duelo do Brasileirão. Juninho Paulista esteva em campo nas duas partidas. Lembranças de uma época em que o calendário conseguia ser ainda pior do que é hoje.

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“Eu fazia parte do expressinho e da equipe principal. O São Paulo colocou o expressinho para disputar a Copa Conmebol e o time principal estava jogando o Campeonato Brasileiro. E aí calhou, naquela época de dez anos atrás o calendário era uma loucura, que marcaram os dois jogos pro mesmo dia”, falou Juninho em entrevista ao iG Esporte.

Se os clubes grandes atualmente reclamam do excesso de jogos, uma rápida olhada para o passado mostra como as coisas já evoluíram bastante no Brasil.

“Um começava às 8h e outro às 10h. Como eu fazia parte das duas equipes, joguei os dois jogos. [O calendário] hoje está uma maravilha se comparado com dez anos atrás”, brincou o ex-jogador, que fez gol na partida contra o Sporting Cristal.

Depois de vitoriosa passagem pela equipe paulista, que teve até títulos da Libertadores e mundial, Juninho foi vendido para o modesto Middlesbrough, da Inglaterra, em 1995. A boa fase lhe rendeu dois anos depois outra transferência, desta vez para o espanhol Atlético de Madri.

O sonho de ir para a Copa do Mundo em 1998 acabou depois de uma fratura no tornozelo esquerdo causada por Michel Salgado, lateral-direito do Celta de Vigo. Foi o momento de maior frustração em sua carreira e em que, como o próprio ex-atacante define, ficou “batendo cabeça”.

“Fiquei praticamente dois anos não tendo sucesso e me recuperei vindo para o Brasil. Avalio que [carreira na Europa] foi média. Nada muito vencedor, mas nada também que eu não tenha colhido os frutos. Poderia ter sido muito melhor se não fosse a lesão. Eu estava fase de titular absoluto da seleção e isso me prejudicou muito. Foi a maior frustração da carreira. Eu me lesionei em fevereiro e a convocação era em maio”, disse Juninho.

Juninho Paulista foi revelado pelo Ituano e defendeu o São Paulo de 1993 a 1995. Foto: Gazeta PressJuninho em ação pela seleção brasileira. Foto: Getty ImagesEx-jogador Juninho Paulista trabalha atualmente como gestor de futebol do Ituano. Foto: Fernando Pilatos/Gazeta PressJuninho Paulista, presidente do Ituano, comemora vaga na decisão do Paulistão. Foto: Fernando Dantas/Gazeta PressJuninho Paulista contra a China, na Copa de 2002. Foto: Getty ImagesEx-meia atuou no Sydney FC, time da Austrália. Foto: Getty ImagesJuninho Paulista como jogador do Celtic, da Escócia. Foto: Getty ImagesNa Inglaterra, Juninho defendeu o Middlesbrough. Foto: Getty Images

A volta por cima veio em 2002, com a participação na equipe que conquistou o pentacampeonato mundial no Japão e na Coreia do Sul. Depois nova passagem pelo Middlesbrough, o ex-jogador de 40 anos, defendeu o escocês Celtic, além de Palmeiras e Flamengo. Nos clubes brasileiros, porém, as coisas não terminaram como o esperado.

"No Palmeiras eu cheguei em 2005 e fiz um ótimo primeiro ano. Depois eu tive uma lesão no púbis que me prejucidou muito. E aí terminou o contrato de dois anos e o Palmeiras não quis renovar", explicou o dirigente.

"No Flamengo fiquei um período de quatro, cinco meses. Tive um desentimento com o Ney Franco. Coisas de jogo, que eu acho que foi meio sacana. Tinha que ser mais transparente, até pela experiência que eu tinha. Não era nenhum garoto que não poderia entender o que ele tinha em mente. Foi uma discussao quando ele me tirou de um jogo. Eu já estava de saco cheio das coisas que vinham acontecendo nos jogos anteriores e aí eu explodi. Acho que tive uma atitude errada também diante de todos, deveria ter tido um pouco mais de calma e chamá-lo de lado e conversar. Enfim, tive essa atitude e saí por causa dessa incompatibilidade de trabalho", falou o ex-atacante.

Fama de namorador
Juninho Paulista brincou ainda sobre a fama de namorado que tinha nos seus tempos de atleta. Ele confirmou que até aproveitava, mas "sem estripulias".

"Eu fui solteiro desde o inicio da carreira até meus 28 anos, então aproveitava. Mas não fazia nada de estripulias, não. Aproveitava como todos e sabia aproveitar. Sempre fui disciplinado, mas sempre dava minhas saídas e arrumava tempo pra fazer as coisas boas", afirmou.

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