Vetado na seleção, Valdivia 'contraria' exame e pede para não jogar

Por iG São Paulo * |

compartilhe

Tamanho do texto

Mesmo com exames apontando que a lesão na coxa direita está cicatrizada, o próprio meia pediu para ficar fora do amistoso entre Chile e Brasil

Gazeta Press
Valdivia, meia do Palmeiras

Valdivia começou o ano dizendo que jogaria em 2013 "só por ele e pela seleção". E sua ausência dos jogos contra Santos e Tijuana ocorreu exatamente após o Palmeiras vetar sua participação no amistoso entre Brasil e Chile, nessa quarta-feira, no Mineirão. Mesmo com exames apontando que a lesão na coxa direita está cicatrizada, o próprio meia pediu para ficar fora.

Deixe seu recado e comente a notícia com outros torcedores

"A fase final é treinamento com bola e chutes a gol. Isso exige mais da musculatura que ele machucou, que é o reto femoral, o músculo do chute. Começou a incomodar. Repetimos o exame e está em uma situação dentro do esperado para a fase de cicatrização, mas ele não está confiante", explicou o médico Otávio Vilhena.

A cicatrização da contusão - constatada em exame no dia seguinte ao seu último jogo, em 14 de março - foi anunciada pelos médicos há semanas, mas sempre se adotou uma programação de cautela em relação ao camisa 10, até com a intenção de usá-lo em partidas decisivas, como as que ele ficará fora, diante de Santos e Tijuana.

A lesão na coxa direita já o tinha tirado das duas últimas rodadas das Eliminatórias para a Copa do Mundo. O técnico Jorge Sampaoli voltou a convocá-lo para enfrentar o Brasil, mas o Palmeiras vetou sua liberação para que o problema não se agravasse a ponto de ele ficar fora das quartas de final do Paulista e das oitavas de final da Libertadores.

O presidente Paulo Nobre conta que até fez questão de ressaltar à Associação Nacional de Futebol Profissional do Chile que foi o próprio clube que pediu sua liberação, não o jogador. Mas, mesmo assim, Valdivia pediu aos médicos que continuasse tratando o problema mesmo depois de ter treinado normalmente na terça-feira.

"Ele pediu para tratar um pouco mais, não está confiante. Optamos, em conversa com ele, preparação física e comissão técnica, por aumentar esse prazo de preparação", falou Vilhena, ressaltando que a volta do meia, agora, depende só do jogador. "Preciso que ele fortaleça novamente, volte aos treinamentos e se sinta confiante. Cicatrizado, foi. Não é uma questão anatômica. Dependemos que ele se sinta confiante."

O médico garantiu que o camisa 10 não gostou de desfalcar o time de novo. Mas o jogador, que se apresentou com quatro dias de atraso após as férias alegando que treinava no Chile e tinha convencido a todos no clube que estava diferente, pediu para não jogar logo após ser vetado de defender a seleção, sua declarada prioridade na temporada.

*Com Gazeta

Leia tudo sobre: palmeirasvaldivia

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas