Brasil empata com Chile no Mineirão, é vaiado e ouve “olé” da própria torcida

Por iG São Paulo * |

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Depois de sair atrás, seleção brasileira vira com gols de Réver e Neymar, mas permite empate no último teste antes da Copa das Confederações

O último teste antes da lista definitiva para a Copa das Confederações não saiu da forma como a seleção brasileira esperava. Na noite desta quarta-feira, o Brasil ficou no empate por 2 a 2 com o Chile, no estádio do Mineirão, e foi bastante cobrado pelos mais de 50 mil torcedores presentes.

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Titulares da seleção brasileira posam para foto antes do jogo. Foto: VipcommJogadores do Chile comemoram gol no Mineirão. Foto: Eugenio Savio/APLeandro Damião tenta vencer a marcação de Rojas em ataque da seleção brasileira. Foto: Andre Penner/APNeymar disputa a bola com o chileno Braulio Leal. Foto: Andre Penner/APRéver comemora após marcar gol de empate do Brasil. Foto: Andre Penner/APRonaldinho protege a bola da marcação chilena. Foto: VipcommFelipão observa desempenho da seleção brasileira em campo . Foto: VipcommPaulinho faz o passe durante ataque da seleção brasileira. Foto: VipcommNeymar recebe o abraço de Pato, de quem recebeu o passe, e dos demais companheiros após balançar as redes. Foto: VipcommNeymar comemora segundo gol do Brasil no Mineirão. Foto: Vipcomm

Sem conseguir jogar bem, a equipe anfitriã saiu atrás no placar e chegou a virar, mas cedeu a igualdade e foi vaiada. Nos minutos finais, os torcedores até gritaram "olé" enquanto os chilenos trocavam passes. Além disso, Neymar foi criticado pelos fãs, apesar de ter participado dos dois gols.

A equipe de Jorge Sampaoli saiu na frente com gol do flamenguista Marcos González. Ainda no primeiro tempo, Réver empatou de cabeça. Já no segundo tempo, Neymar recebeu de Alexandre Pato para virar. Porém, o gremista Vargas deixou tudo igual.

Depois de cinco jogos à frente da seleção, Felipão terá de anunciar no dia 14 de maio a lista definitiva para a Copa das Confederações. Antes do torneio, com o grupo já definido, o Brasil ainda jogará contra Inglaterra e França.

O jogo

Andre Penner/AP
Neymar disputa a bola com o chileno Braulio Leal

O Chile começou melhor a partida e logo obrigou Diego Cavalieri a defender arremate de fora da área de Vargas. Enquanto o Brasil ainda tentava se ajustar em campo, os visitantes abriram o placar aproveitando falha geral, aos sete minutos. Em cobrança de falta de longe, a bola passou por todos na área e o goleiro espalmou. O rebote chegou a Cortez, que cabeceou para o flamenguista González completar para as redes.

Sem mostrar jogadas trabalhadas, o Brasil buscou respostas em lances individuais de Neymar, que foram desarticulados pelos chilenos. Johnny Herrera também não se assustou em cobrança de falta de Ronaldinho Gaúcho e segurou sem problemas. Aos 13, o time de Jorge Sampaoli quase ampliou. Mena arrancou com liberdade com a bola, invadiu a área e só não marcou porque Cavalieri salvou.

O lance seguinte foi o primeiro de perigo do Brasil. Ronaldinho Gaúcho recebeu na meia-lua, cercado pela marcação, mas conseguiu tocar na direita para Jadson, que finalizou cruzado e acertou a trave. Como a seleção de Felipão exibia clara dificuldade na marcação, dando espaços em seu lado esquerdo, o Chile tentou aproveitar.

O gremista Vargas recebeu pela direita e cruzou na primeira trave, onde Rubio emendou uma bicicleta e mandou a bola raspando a trave. Porém, o Chile descuidou da marcação em bola aérea e foi castigado. Aos 24, Neymar bateu escanteio e o zagueiro Réver cabeceou na primeira trave, sem dar chance de defesa ao goleiro.

O gol brasileiro diminuiu um pouco o ímpeto dos visitantes, mas não amenizou as reclamações de Meneses, que caiu na área quando Réver chegou no carrinho. No entanto, o árbitro considerou a jogada normal, para desespero de Jorge Sampaoli. Antes do fim do primeiro tempo, Jadson ainda encontrou Neymar livre na área, em um dos raros momentos em que Álvarez deu espaço ao santista, mas o atacante desperdiçou chutando por cima.

No intervalo do amistoso, Felipão fez duas mudanças, colocando Henrique e Alexandre Pato nas vagas de Dedé e Leandro Damião. O atacante do Corinthians percebeu que seria sua grande chance de conseguir uma vaga na Copa das Confederações e logo pediu pênalti em disputa na área.

Aos nove minutos, uma jogada envolvendo jogadores dos quatro grandes clubes paulistas (além de um atleticano) resultou no gol da virada. O palmeirense Henrique roubou a bola no meio-campo e tocou para Pato, que passou para Ronaldinho emendar para o são-paulino Jadson. O meia fez a assistência a Pato, completamente livre na área. Em vez de chutar, o corintiano preferiu servir ao santista Neymar para fazer o gol.

Depois do gol, Sampaoli tirou Cortés e colocou Fuenzalida. E a vantagem brasileira não durou muito tempo. Aos 18, o gremista Vargas carregou a bola sem ser incomodado pela intermediária e soltou um chute forte, superando o goleiro Diego Cavalieri. Imediatamente depois do gol, Felipão tirou Ralf e Jadson para as entradas de Fernando e Osvaldo.

A torcida perdeu a paciência nos minutos finais e começou a vaiar. Como os protestos não adiantaram, os brasileiros até gritam "olé" enquanto os chilenos trocavam passes.

FICHA TÉCNICA - BRASIL 2 X 2 CHILE
Local:
Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 24 de abril de 2013, quarta-feira
Horário: 22 horas (de Brasília)
Árbitro: Carlos Amarilla (do Paraguai)
Assistentes: Carlos Cáceres e Dario Gaona (ambos do Paraguai)
Cartões amarelos: Ronaldinho Gaúcho, Fernando (Brasil). Álvarez, Muñoz (Chile)
Cartão vermelho: Leal (Chile)

GOLS:
BRASIL: Réver, aos 24 minutos do primeiro tempo. Neymar, aos 9 minutos do segundo tempo
CHILE: González, aos 7 minutos do primeiro tempo. Vargas, aos 18 minutos do segundo tempo

BRASIL: Diego Cavalieri; Jean (Marcos Rocha), Dedé (Henrique), Réver e André Santos; Ralf (Fernando), Paulinho, Jadson (Osvaldo) e Ronaldinho Gaúcho; Neymar e Leandro Damião (Alexandre Pato)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

CHILE: Johnny Herrera; Álvarez, Marcos González, Rojas e Mena; Reyes, Leal, Meneses (Muñoz) e Cortés (Fuenzalida); Eduardo Vargas (Robles) e Rubio (Figueroa)
Técnico: Jorge Sampaoli

*Com Gazeta

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