"Tomara que possamos ganhar o Paulistão e chegar às finais da Libertadores. Que isso possa vir para o nosso lado”, comentou Ronny

Ao anunciar a permanência de Gilson Kleina depois da derrota por 6 a 2 para o Mirassol, o diretor executivo José Carlos Brunoro negou que o Palmeiras tivesse a intenção de ‘copiar’ o Corinthians, que manteve Tite após ser eliminado pelo Tolima em fase preliminar da Libertadores de 2011 e viu o técnico conquistar Brasileiro, Libertadores e Mundial na sequência. Mas os jogadores se apoiam no exemplo do rival.

Sem três atacantes, Kleina reforça pedido por contratação no setor

“Tomara que o Mirassol seja para nós o que o Tolima foi para o Corinthians, ganhando esses títulos. Tomara que possamos ganhar o Paulistão e chegar às finais da Libertadores. Que isso possa vir para o nosso lado”, comentou Ronny, um dos que não esquecem do que ocorreu há três semanas em Mirassol.

Palmeiras virou piada após derrota diante do Mirassol :

“A cicatriz está aberta, temos que botar pé no chão. Como o Gilson fala: em cada jogo temos que entrar pensando no jogo do Mirassol. É aí que vem a vontade de não deixar isso acontecer novamente”, relatou o jogador, ainda com a tristeza da goleada na memória. “Depois do jogo, ficamos no vestiário de cabeça baixa, com vergonha não por perder pro Mirassol, porque no jogo são 11 contra 11, mas do jeito como foi. E nos fechamos.”

No Corinthians, o modesto Tolima serviu prontamente para a saída de jogadores renomados do elenco, como Roberto Carlos e Ronaldo. O Palmeiras, por sua vez, já não tinha um plantel de estrelas. Coube então ao treinador passar confiança a atletas que foram contratados para reforçar um grupo ciente da disputa da Série B do Brasileiro.

“O Gilson coloca na nossa cabeça que podemos chegar longe, ao contrário do que todos falam. Tivemos uma mudança de pegada e na maneira de jogar. Não precisamos ser um time que dá show, mas um time com raça”, contou Ronny.

A ordem dita em todas as entrevistas nas cinco vitórias seguintes ao vexame em Mirassol é não se empolgar. “Vamos comemorar as vitórias, mas amanhã vamos virar a página. Se o time empatar ou começar a perder, a pressão virá de novo. Não é tempo de comemorar muito, só um pouquinho”, ponderou Ronny.

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