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Ministério Público questiona se alvará de reforma deve ser mantido e espera esclarecimentos após morte de um funcionário na segunda-feira

Bombeiros foram acionados para socorrer funcionários na Arena Palestra após desabamento de parte da arquibancada
Futura Press
Bombeiros foram acionados para socorrer funcionários na Arena Palestra após desabamento de parte da arquibancada

A morte de Carlos de Jesus , 34 anos, operário que trabalhava na Nova Arena do Palmeiras aumentará os questionamentos do Ministério Público (MP) sobre a construção do novo estádio. Uma perícia técnica pedida pela Justiça em fevereiro deve ser encerrada neste mês e de acordo com o parecer obtido, as obras podem ser paralisadas. 

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O Ministério Público questiona se as obras que estão sendo realizadas na área onde ficava o antigo Parque Antártica são de fato uma reforma ou a construção de um novo estádio. O alvará obtido pelo Palmeiras em 2002 e usado como garantia de andamento da obra é de reforma. Por esse motivo a WTorre não demoliu as arquibancadas da entrada da Avenida Francisco Matarazzo. Quer justificar a reforma tendo ao menos uma parte do antigo estádio intacta.

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As vigas que se romperam e colocaram abaixo a laje que matou o operário na segunda-feira ficam ao lado da área que foi mantida em pé pela construtora responsável. Segundo Jair Paca Lima, coordenador da defesa civil do município de São Paulo, não há associação entre o acidente que vitimou o operário com a manutenção das fachada antiga, mas será a perícia técnica que irá afirmar o de fato provocou a queda da laje. 

Em 25 de fevereiro, data em que decisão de pedido de uma perícia técnica por parte do MP foi publicada no Diário Oficial, o Palmeiras se pronunciou por meio de seu diretor jurídico, Alexandre Zanotta, e garantiu que não havia ameaça de a obra ser paralisada. A morte de um operário força, contudo, o aumento da fiscalização em torno da obra.