O cuidado a quem não está jogando é a principal virtude do chefe, segundo o grupo do Palmeiras

Gilson Kleina justifica a indefinição de um time ideal dizendo usar um sistema europeu de rodízio. E os jogadores confirmam a tese do técnico, apesar de as mudanças estarem atreladas principalmente a desfalques por lesão, suspensão e atletas não-inscritos na Libertadores. O elenco agradece a motivação dada mesmo a quem não é relacionado, garantindo até atuar pela manutenção do chefe em seu emprego.

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“Sem dúvida, jogamos pelo nosso treinador. Ele está conosco e vamos dar o máximo para ele continuar no resto do ano”, prometeu Tiago Real, um dos jogadores que menos foi utilizado nesta temporada, mas que demonstra total confiança nas palavras de Kleina.

Gilson Kleina, técnico do Palmeiras
AP
Gilson Kleina, técnico do Palmeiras

“Na Libertadores, entrou o Emerson, que nunca tinha jogado, e eu fiquei no banco e nem entrei. No domingo, já joguei como titular. Isso mostra que todos têm condição de jogar e reflete nos resultados”, lembrou. “Ele prega e acontece. Quando eu estava lesionado, ele me falava que queria fazer um grupo homogêneo, em que sai um e entra outro, mas com um torcendo pelo outro. É algo difícil de fazer, mas é um reflexo do trabalho dele.”

No discurso, os comandados falam até em lealdade. “O treinador está conosco e nós estamos com o Gilson. Desde o início do ano, ele mostrou confiança mesmo em um elenco reduzido, falando que íamos festejar. Foi um gesto de lealdade dele e da nossa parte também está sendo. É um por todos e todos por um”, definiu Wendel.

O cuidado a quem não está jogando é a principal virtude do chefe, segundo o grupo. “O treinador está conosco. Sofreu no ano passado, teve uma fase difícil, começou o ano com cobranças, sofreu muitas críticas, mas estamos com ele, juntos. É um cara supertransparente, honesto, que não procura diferenciar quem está jogando ou não. Dá até mais atenção a quem não está jogando porque vai entrar depois”, apontou Tiago Real.“

O Gilson tem preocupação até com quem está fora da relação, porque um jogador pode nem ir para um jogo, mas no outro pode ser titular. Ele e toda a comissão técnica têm a preocupação de motivar quem vai entrar na partida. Esse cuidado com todos os atletas é muito importante”, concordou Wendel, que aceitou voltar da Ponte Preta para o Verdão exatamente por confiar em Kleina, responsável por levá-lo ao clube campineiro.

Veja imagens da carreira de Kleina :

As brincadeiras e conversas entre os jogadores, a comissão técnica e até membros da diretoria durante os treinos mostram que o ambiente está bom. Como, de acordo com os atletas, Kleina sempre tentou estabelecer. “Sempre incentivamos os companheiros. Para uma equipe ser forte, é necessária a motivação. Dá mais segurança e confiança para fazermos boas partidas”, indicou Wendel.

A disposição resulta até em hora extra voluntária de reservas. “Nunca desanimamos. Às vezes, ficamos fora das convocações, mas sempre procuramos trabalhar até um pouco do que o professor passa, como um complemento para estar bem física e tecnicamente na hora da oportunidade”, disse Wendel, conhecedor da causa.

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