Goleiro do Palmeiras foi atingido por uma xícara atirada por torcedores no aeroporto de Buenos Aires após derrota pela Libertadores

O hábito da família de Fernando Prass de ir aos estádios foi interrompido logo em seu terceiro mês como jogador do Palmeiras . Atingido pelos estilhaços de uma xícara atirada por membros da torcida organizada Mancha Alviverde em aeroporto de Buenos Aires, em 7 de março, o goleiro levou três pontos na cabeça e pediu a parentes que se afastassem dos estádios temporariamente.

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"Eles ficaram um tempo sem ir aos jogos, depois as coisas se acertaram um pouco. Eu não tinha muita noção como as coisas funcionavam aqui. Agora já tomei ciência como funciona e no jogo contra o Santos meu filhos já foram", disse o jogador mais experiente do elenco do Verdão à ESPN Brasil .

Fernando Prass chegou ao Palmeiras no início da temporada e foi alvo de críticas da torcida
Luís Moura/Gazeta Press
Fernando Prass chegou ao Palmeiras no início da temporada e foi alvo de críticas da torcida

Entre a confusão na Argentina e o clássico com o Santos, foram quatro jogos, todos na Grande São Paulo e com possibilidade da família Prass nas tribunas: 0 a 0 com o São Paulo, no Morumbi, 1 a 1 diante do São Caetano, no ABC, e 2 a 1 contra Paulista e 2 a 0 sobre o Botafogo-SP, ambos no Pacaembu. "É uma situação complicada, porque o jogador não tem tranquilidade, mas ao mesmo tempo precisa deixar a família tranquila.

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"Quase um mês depois do ocorrido, o camisa 25 já soube de comunicado em que a Mancha Alviverde reiterou que ninguém tinha o objetivo de feri-lo. O alvo da organizada, na verdade, era Valdivia, que só não foi agredido porque o elenco, entre eles Fernando Prass, formou um paredão para protegê-lo. Mas o goleiro cogitou por algum tempo deixar o clube com quem assinou em dezembro contrato de três anos.

"Claro que passa algumas coisas na cabeça, tomei três pontos na cabeça. Se eu estivesse de frente, pegava no meu olho, eu não estaria jogando, teria encerrado a minha carreira, sendo que tem muita gente atrás de mim que depende disso. Tenho mãe, filho, pai, irmãos, sobrinhos que dependem de mim", falou Prass, chamado depois de "guerreiro" pela organizada cujos membros foram responsáveis por machucá-lo.

Time concorda com Souza e também vê Palmeiras campeão da Libertadores

Em campo, o goleiro é sincero ao negar qualquer favoritismo do Palmeiras na Libertadores, mas é mais um a concordar com Souza ao acreditar em um possível título continental do clube. Mesmo admitindo que seu time seja um azarão na competição.

"Não podemos ser hipócritas, outros times estão mais prontos que o nosso. Com certeza estamos um pouco atrás das equipes, é difícil. Mas a Libertadores dá todas as possibilidades, na próxima fase é mata-mata", afirmou, feliz pela atuação da equipe na vitória pro 2 a 0 sobre o Tigre, na terça-feira.

"O clima criado contra o Tigre foi impressionante e já provamos nossa força nos jogos contra São Paulo, Corinthians, e Santos, por exemplo. Jogamos contra favoritos de igual para igual", apontou Fernando Prass.

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