Técnico do Palmeiras já sabe que será alvo de protestos da torcida campineira domingo, pelo Paulistão. "Joguem moedas de R$ 1, vale mais"

Gilson Kleina assegura que não deixou a Ponte Preta na mão, quando assinou com o Palmeiras
Gazeta Press
Gilson Kleina assegura que não deixou a Ponte Preta na mão, quando assinou com o Palmeiras

Gilson Kleina já soube das manifestações preparadas pela torcida da Ponte Preta para seu primeiro jogo em Campinas desde a saída do clube. E resolveu usar bom humor. O técnico do Palmeiras adotou tom irônico para solicitar aos protestantes que atirem moedas de maior valor no jogo deste domingo, no Moisés Lucarelli.

Deixe seu recado e comente a notícia com outros torcedores

"Que joguem moedas de R$ 1. Vai doer mais, mas vale mais", sorriu o treinador, reiterando que não quer ser visto como inimigo pelos fãs da Ponte. "Tenho um respeito muito grande pelo torcedor da Ponte Preta. Já me ligaram dizendo que vão jogar moeda, me retalhar, xingar, mas respeito todos. Só quero trabalhar."

Gilson Kleina deixou a Ponte Preta depois de quase dois anos em setembro de 2012 para tentar salvar o Palmeiras do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Na época, o então presidente palmeirense, Arnaldo Tirone, aceitou pagar a multa rescisória para o técnico romper seu contrato.

Veja também: Elogiado, Marcelo Oliveira mantém sua posição: "Não sou zagueiro"

"Na minha saída, parece que abandonei a Ponte Preta. Não foi assim, tivemos conversas antes do convite do Palmeiras. Mas, pelas pessoas que me ligam, os torcedores ficaram contra mim. Não foi passado o que aconteceu", argumentou o treinador, reiterando seu carinho pelo ex-clube.

"Fui muito feliz em Campinas, tenho um respeito muito grande por aquela cidade e pela camisa da Ponte Preta. Em momento algum deixei de ser grato, minha gratidão com a Ponte e com quem trabalha lá é muito grande. Deixei amigos e uma qualidade de vida muito legal", apontou.

A Ponte Preta, atualmente vice-campeã do Campeonato Paulista e única equipe invicta depois de 16 rodadas da competição, ainda tem um pouco do trabalho desenvolvido por Kleina, como aponta o próprio treinador.

"O trabalho que desenvolvemos lá começou no final de 2010, com mais de 90% do elenco saindo. Muitos que trouxemos estão jogando lá ainda. Quando viemos, o time estava muito próximo de atingir a permanência na Série A do Brasileiro e continuou com outros objetivos. O Guto Ferreira faz um trabalho espetacular, já começou a colocar sua filosofia", disse, elogiando seu sucessor.

* Com Gazeta

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.