Brunoro não garante Kleina, mas diz reprovar demissão antes da Série B

Por Gazeta |

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"O trabalho faz parte de um planejamento que está sendo totalmente executado. Quantos jogos perdeu no Paulista? Isso é motivo para demitir técnico?", comenta dirigente

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Gilson Kleina, técnico do Palmeiras

Logo após ser mantido no cargo mesmo perdendo por 6 a 2 para o Mirassol, Gilson Kleina mostrou foco na Libertadores ao poupar nesse sábado quase todos que serão titulares na terça-feira, contra o Tigre. O diretor executivo José Carlos Brunoro, porém, crê que seu trabalho será avaliado só na Série B do Campeonato Brasileiro. Mas não consegue garantir que o presidente Paulo Nobre pense do mesmo jeito.

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"Na minha opinião, a Libertadores não terá influência nenhuma na sequência do trabalho do Gilson. O Palmeiras tem um grande foco neste ano que é subir para a primeira divisão. Se achar que a cada campeonato tem que mudar tudo... Mas não sou sozinho. Quero deixar claro que é uma opinião pessoal", falou Brunoro.

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A declaração tem a ver com a intensa pressão sofrida por Nobre depois da goleada em Mirassol. Além da torcida, grande parte dos conselheiros, inclusive aliados do presidente, exigiu a demissão do treinador. Mas o dirigente manteve a comissão técnica com base em um planejamento defendido ferrenhamente por Brunoro.

"O trabalho faz parte de um planejamento que está sendo totalmente executado. Quantos jogos o Palmeiras perdeu no Paulista? Isso é motivo para demitir técnico? E quantos perdeu na Libertadores? Foi dentro ou fora de casa? Foi fora! É a campanha dos outros. Por que no Palmeiras tem que virar problema?", disse o diretor executivo, alterado, com o tom de voz elevado, e ainda definindo como "irresponsável" a especulação sobre a consulta do clube a Mano Menezes. "Não existiu", gritou.Kleina foi mantido mesmo tendo iniciado a 16ª rodada do Campeonato Paulista como o time grande de pior campanha na competição - e o jogo contra o Linense foi o primeiro em que titulares foram poupados. No Estadual, além do Mirassol, perdeu também do Penapolense, no Pacaembu.

Na Libertadores, as derrotas foram para o Libertad, no Paraguai, e o Tigre, na Argentina, com vitória só sobre o Sporting Cristal, em São Paulo. O time, com três pontos, ainda tem três jogos (contra Tigre e Libertad, no Pacaembu, e Sporting Cristal, no Peru) para deixar a terceira colocação do grupo 2 e ultrapassar Libertad, com oito ponto, ou Sporting Cristal, com cinco, sendo quem ambos têm uma partida a menos.

"Não fujo de nenhuma responsabilidade e, se há alguma, faço questão de fazer parte dela. Sabemos o tamanho da nossa limitação e temos total consciência de que precisamos de reforços. Mas os outros grandes, que não montaram o time no meio do campeonato, estão com a mesma campanha", reforçou Brunoro, tranquilo para falar sobre a manutenção de Kleina.

"Não foi difícil porque já tínhamos uma programação e já tínhamos conversado com ele. Ainda não demos as condições ideais para o Gilson trabalhar. Dos grandes clubes, é o treinador que teve mais dificuldade, com um planejamento no meio do campeonato e ainda sem o elenco completo. No futebol, tudo é incerto, mas a demissão dele não está no prognóstico", reiterou. "Entendemos as cobranças e uma série de coisas, mas sabemos das dificuldades do Gilson e temos que manter a racionalidade", concluiu.

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